O senador Delcídio do Amaral e o deputado federal Vander Louber, ambos do PT de Mato Grosso do Sul, apareceram entre os 28 políticos que foram nomeados na lista de delação apresentada pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Costa, durante 80 depoimentos na Operação Lava Jato. A lista com a relação dos nomes foi divulgada pelo Jornal O Estado de S. Paulo.
Os parlamentares, segundo o delator, supostamente estariam envolvidos em esquema corrupção que envolve a Petrobras. Por outro lado, Delcídio, em nota oficial, negou qualquer envolvimento com o esquema, e afirmou que vão entrar com "medidas cabíveis" contra a publicação e Paulo Costa.
Segundo a publicação, os 28 nomes, que incluem ministros, ex-ministros do governo da presidente reeleita Dilma Rousseff, deputados federais, senadores, governadores e ex-governadores, além de parlamentares que integraram a base aliado do Palácio do Planalto no Congresso, seria de pessoas apontadas como supostos beneficiários do esquema de corrupção e caixa 2 dentro da petrolífera entre os anos de 2004 a 2012.
Na lista de Paulo Roberto Costa aparece o nome do deputado federal e líder da bancada de Mato Grosso do Sul em Brasília, Vander Loubert, e de mais quatro supostos envolvidos no esquema que não apareciam na investigação. Entre os congressistas foram mencionados onze deputados federais, na qual está Vander e sete senadores onde aparece o candidato derrotado ao Governo do Estado, senador Delcídio do Amaral.
O perfil da lista reflete o consórcio partidário que mantinha Costa no cargo e contratos bilionários da estatal sob sua tutela sendo 8 políticos do PMDB, 10 do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Alguns recebiam repasses com frequência ou valores que chegaram a superar R$ 1 milhão – dinheiro que teria sido usado em campanhas eleitorais.
As delações feita por Costa são premiadas o que garante a ele a redução de pena, o acordo foi firmado como Ministério Público Federal, quando a sua delação foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal. Paulo Roberto cumpre prisão em regime domiciliar no Rio de Janeiro.
Resposta - Em nota divulgada à imprensa, o senador Delcídio do Amaral reafirmou que o fato refere-se a fatos anteriores ao seu mandato e que isto foi utilizado amplamente durante a campanha eleitoral de 2014. As informações foram analisadas e aprovadas pelos órgãos de fiscalização e de controle da União. Em relação ao vazamento "ilegal e irresponsável" (da suposta lista de nomes), o senador afirmou que vai tomar medidas judiciais.
Já o deputado federal Vander Loubert por meio de nota se mostrou surpreso diante da menção do seu nome veiculada na notícia do jornal O Estado de São Paulo, e revelou que nunca teve relação institucional, política ou de qualquer natureza com Paulo Roberto Costa. O deputado ainda manifestou estranheza ao ser relacionado com o esquema e colocou-se a disposição da Justiça para esclarecer quaisquer fatos o mais breve possível.
Veja a nota de Delcídio na íntegra:
Senador Delcídio do Amaral
Prezados senhores,
Incumbiu-me o senador Delcídio Amaral de transmitir ao Estadão a seguinte nota:
"Ao jornal O Estado de São Paulo
Senhor editor,
Sobre a menção do meu nome pelo senhor Paulo Roberto Costa em sua delação premiada, esclareço:
1 - Refere-se a fatos anteriores ao meu mandato como senador da república.
2 - Esses fatos foram amplamente utilizados durante a campanha eleitoral de 2014, mesmo já tendo sido rigorosamente analisados e APROVADOS por todos os órgãos de fiscalização e controle da União.
Com relação a mais esse vazamento ILEGAL e IRRESPONSÁVEL, tomarei as medidas judiciais cabíveis.
Atenciosamente,
Delcídio Amaral
Brasília, 19 de dezembro de 2014
J. Eduardo Marzagão
Assessor de Imprensa do senador Delcídio Amaral"







