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Dia Internacional da Mulher

08/03/2023 11:00

Parlamentares mostram vitórias, mas longos desafios para ampliar número de mulheres na política

Desafio para ocupar esses espaços vai desde o tempo entre o trabalho, filhos e afazeres domésticos a participar efetivamente de pleito eleitoral

No Dia Internacional das Mulheres, as representantes de Mato Grosso do Sul na Assembleia Legislativa, Câmara de Campo Grande e Câmara dos Deputados, reforçam, mais uma vez, a importância da participação feminina, de forma efetiva, na política. 

Na Assembleia Legislativa, as deputadas Lia Nogueira e Mara Caseiro, ambas do PSDB, foram as únicas eleitas, entre os 24 deputados. A Câmara da Capital, conta  com a vereadora Luiza Ribeiro (PT) e a Câmara dos Deputados com Camila Jara (PT). No Senado, MS tem a presença das senadoras, Soraya Thronicke (União) e Tereza Cristina (PP).

A presidente da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final), deputada Mara Caseiro (PSDB), disse em vídeo que já houve muitas conquistas, mas que é preciso avançar e evoluir, ainda mais. “A gente tem muito a avançar, muito a conquistar. Nós, mulheres que somos, aguerridas, corajosas, guerreiras e que não nos curvamos frente aos desafios. Ainda temos muitos pela frente e eu as convoco para acreditar no potencial de cada uma de nós, para que a gente possa buscar os espaços que são nossos, na sociedade.” 

Mara Caseiro finalizou dizendo sobre a necessidade de ter os direitos preservados. “Queremos apenas ter o nosso espaço garantido e nossos direitos preservados.”

A deputada estadual Lia Nogueira, afirma que não é fácil ser mulher na política, mas nem por isso desistiu. “Não é uma tarefa fácil. Assim como em outros segmentos, nós, mulheres, todos os dias temos que provar que não basta ser capaz, ser competente”.
Lia destaca que quando exerceu o papel de vereadora em Dourados, sofreu violência de gênero, diferentemente da Casa de Leis atual, onde os demais a respeitam e dão apoio. 

Para a deputada, quanto mais mulheres em espaços políticos ou de chefia melhor, já que é uma forma de mudar os cenários e combater o preconceito, respeito e misoginia. “É um desafio e, mais do que isso, a gente poder provar para as mulheres que elas também podem. Essa violência que a gente ainda enfrenta na política, enquanto mulher, só vai mudar quando as mulheres começarem a assumir protagonismo. Entendeu? Saírem candidatas, ganhar a eleição. Quanto mais mulheres, menos preconceito”, disse.

Única mulher entre os 29 vereadores de Campo Grande, a vereadora Luiza Ribeiro, defende uma transformação profunda na cultura da sociedade, que deposita muitas tarefas no cotidiano das mulheres, que se veem sem tempo hábil para atividades políticas, devido à sobrecarga de trabalho e tarefas domésticas.

A vereadora destaca o percentual de mais de 34% dos lares de Campo Grande, existem mulheres chefes da família, com carga muito mais excessivas. Nisso, não sobra tempo para estarem em atividades políticas ou mesmo militar, politicamente. “Essa mulher, que é chefe do lar, tem que trabalhar, ter renda e prover todas as necessidades. Ninguém alcança os espaços políticos se não estiver em atos da política. Então, a participação da mulher é um desafio cultural, onde devemos principalmente mudar o comportamento”.
 

A deputada federal Camila Jara (PT), afirma que a luta pela igualdade deve continuar. “Basta olhar os dados, temos poucas mulheres em cargos de chefia nas empresas, assim como temos apenas 18% no Congresso Nacional. Da mesma forma que as mulheres recebem quase 20% menos do que os homens, mesmo tendo mais escolaridade, em boa parte dos partidos brasileiros ainda há menos apoio institucional nas candidaturas femininas.”

A petista pontua ainda que deseja ajudar lideranças femininas a estarem nos ambientes políticos.

“Quem quer ocupar espaços de representação tem que saber que não basta ser mulher, tem que ser de luta. Como representantes, nós mulheres precisamos nos comprometer com as pautas que passam despercebidas pelos homens. E, se você que está lendo isso agora, tem vontade de fazer parte da política, pode me chamar nas redes sociais que eu vou ficar feliz em ajudar!”.
 

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