Os partidos deram a largada na corrida eleitoral mobilizando a militância e procurando lideranças com potencial eleitoral para lançar candidatos nos principais municípios sul-mato-grossenses.
Neste ano, a preocupação redobrou com a possibilidade de aprovação do fim das coligações partidárias para as chapas majoritárias, em discussão no Congresso Nacional no pacote da reforma política.
“Estamos em um momento de construção. Até 31 de setembro temos que realizar as convenções, mas vamos reunir o maior número possível de candidatos no maior número de cidades possíveis. Ainda mais agora que provavelmente não vai ter coligação, a gente precisa ter time. Com o governador do partido esperamos atrair um número maior de lideranças”, revela Rinaldo Modesto (PSDB).
Principal pré-candidato à prefeitura de Três Lagoas, o deputado Ângelo Guerreiro (PSDB), destaca que o diretório municipal acabou de trocar a coordenação e que analisa todas as possibilidades. “Até partidos próximos veem meu nome na disputa, mas tem tempo ainda. Estou iniciando o meu mandato e tem outros nomes à disposição. O importante é que todos querem o melhor pelo município”, avalia.
Na oposição, a bancada petista explica que o partido organiza plenárias municipais para montar “chapas competitivas” nas principais cidades do Estado, principalmente em Campo Grande, Dourados e Corumbá, onde o prefeito Paulo Duarte vai tentar a reeleição. Conforme o deputado Amarildo Cruz (PT), diversos pré-candidatos estão sendo avaliados neste processo. “Vamos fazer uma discussão interna para saber o que temos a oferecer para a população”.
Entre os mais cotados para concorrer às eleições municipais em Dourados, o deputado João Grandão (PT) aponta para a influência de lideranças consolidadas no Estado. De acordo com ele, a decisão deve ser local, mas a opinião das bancadas federal e estadual, em especial o senador Delcídio do Amaral, será determinante. No município, aparece ainda como pré-candidato o ex-deputado Laerte Tetila.
Completando a tríade dos partidos mais estruturados em Mato Grosso do Sul, os peemedebistas também mantêm uma lista extensa de lideranças com potencial eleitoral. Em Dourados, aparecem o deputado federal Geraldo Resende, que já articula alianças para vencer a disputa interna, a vereadora Délia Rasuk e o ex-deputado Marçal Filho. Em Três Lagoas são cotados os vereadores Tonhão e Nuna, além de empresários locais.
Em Campo Grande, onde a disputa é mais acirrada, o deputado Eduardo Rocha (PMDB) destaca que todos os filiados ao partido com domicílio eleitoral na Capital continuam no páreo. “Queremos lançar candidato, mas todos os partidos estão esperando a reforma política. Será mandato de seis anos ou prorrogar o mandato atual? Acho que devia prorrogar mas a Justiça não vai deixar, vão pedir referendo e não vai dar tempo”, aponta.







