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Política

25/06/2015 15:41

PDT volta a rachar e dificulta chapa de consenso para presidência

A chapa de consenso solicitada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, parece cada vez mais improvável. Se no início da semana os parlamentares sinalizaram autonomia para o ex-presidente regional João Leite Schimdt costurar um acordo entre os grupos, o clima de animosidade aumenta com a proximidade da reunião definitiva.

Para o deputado Beto Pereira, a probabilidade de entrar em acordo amanhã (26) é mínima, menor que 1%. “O Lupi disse ‘vocês têm cinco dias para entrarem em consenso, caso não entrem, eu volto aqui [Campo Grande]’. Eu acho que ele tem que voltar”, defende.

Apontado como vice-presidente para os dois lados da disputa, Felipe Orro explica que esteve analisando a possibilidade de participar da chapa encabeçada por Dagoberto Nogueira para garantir o acordo entre as alas contrárias, mas nada foi definido. “Só se houver entendimento entre os três deputados. Estamos tentando uma decisão em conjunto”.

Apenas o douradense George Takimoto está confiante na trégua. Segundo ele, Schimdt não quer encabeçar a chapa adversária e pediu que os delegados de sua região apoiassem Dagoberto. “Está praticamente liquidado o problema. Existem várias alas, mas como o partido é democrático, a maioria já concorda com a chapa em que o Dagoberto encabeça a presidência. Eu me incluo dentro dessa maioria e os municípios em que eu atuo já declinaram”, garante.

Representantes das duas alas do partido se reúnem amanhã (26) na sede do diretório do partido em Campo Grande para tentar resolver o impasse. A expectativa é que os membros decisam a questão sozinhos, mas se o acordo for impossível o presidente nacional, Carlos Lupi, deve retornar à Capital para entregar o seu parecer final.


Discussão

O conflito ocorreu após uma mudança de última hora na chapa de consenso que iria compor a diretoria do partido. Os militantes deveriam registrar uma chapa de 70 nomes, mas Dagoberto alterou sete indicações apenas um dia antes da votação. Com a atitude, os deputados estaduais travaram a votação do diretório e lançaram uma nova chapa para concorrer a Executiva da legenda.

“Fui procurar o Dagoberto para questionar as mudanças. Ele disse eu sou presidente, o Carlos Lupi (presidente nacional do PDT) só me aceita. Foi o que eu ouvi do meu deputado federal. Onde fica o sonho daquele que pensa em alçar voos maiores? Não é esse o partido que eu sonhei em construir e sim o que deixa o militante falar”, alfinetou Beto, na ocasião.

Em resposta, Dagoberto classificou o discurso do correligionário como um “monte de besteiras” e afirmou que apenas não consultou Schmidt sobre as alterações, pois não conseguiu encontrá-lo em Campo Grande. Além disso, acusou o deputado de articular uma ação para “criar constrangimentos” na frente da direção nacional e do ministro do emprego e do trabalho, Manoel Dias, que esteve na Capital participando do evento.

“O PDT não tem dono, não leva, não entrega. Nós vamos tomar as nossas decisões na hora de tomar. Na Câmara estamos votando e ninguém coloca cabresto em nós. Nós tínhamos uma posição e ele [Beto] não ficou conosco, bandeou para o lado do governador eleito e eu fiquei até o fim com a posição do partido. Foi o Schimidt que me procurou e disse que não queria mais a presidência do partido, disse ‘estou com quase 80 anos, quero que você assuma’”, frisou.

Intermediando a discussão, Carlos Lupi sugeriu que o partido protocolasse uma chapa de consenso com 77 componentes, incluindo os nomeados que foram excluídos da primeira formação, que deve ser homologada na próxima sexta-feira (26). Até lá, os dois grupos podem entrar em consenso e escolher apenas uma chapa para a Executiva ou colocar em votação os nomes de Dagoberto Nogueira (presidente) e Sérgio Roberto Castilho Vieira (vice) contra João Leite Schimidt (presidente) e Felipe Orro (vice).

“O que a gente está discutindo aqui é pequeno perto do desafio que nós temos. A discussão é mais profunda. A discussão é sobre o que a gente quer do PDT em Mato Grosso do Sul. Por que antecipar 2018 para cá? Nós temos que nos preparar para o ano que vem. Nós temos que criar um ambiente de confiança recíproca, o que é difícil na política porque todo mundo pensa que o outro quer passar a perna. São amigos de anos se separando por um pedaço de sorvete, lambido ainda. Temos que discutir como a executiva pode contemplar todo mundo”, destacou.

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