Menu
terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Petistas de MS comemoram 'fracasso' de protesto contra Dilma Rousseff

15 dezembro 2015 - 18h55Por Dany Nascimento

Os petistas de Mato Grosso do Sul comemoram o resultado dos protestos realizados contra a presidente Dilma Rousseff (PT) no último domingo (13), destacando que o número de pessoas que saíram às ruas diminuiu.

Para o deputado estadual Pedro Kemp (PT), a queda no apoio aos movimentos pelo impeachment comprova que a população percebeu que o processo de investigação trata-se de um ato de vingança do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Essa é a prova de que as pessoas entenderam exatamente o que está acontecendo. Todos estão vendo que essa questão não passa de um golpe dado por Eduardo Cunha. Não existem provas contra a presidente e isso ficou evidente. A população sabe que não tem motivos suficiente para um afastamento", diz Kemp.

O ato realizado em Campo Grande reuniu cerca de mil manifestantes e foi considerado um 'fracasso' ao ser comparado ao manifesto realizado em março deste ano, que contou com 32 mil pessoas percorrendo a Avenida Afonso Pena. Pedro Kemp destaca que as pessoas deixaram de protestar porque entenderam que o ideal seria se posicionar a favor do afastamento de Eduardo Cunha.

"As pessoas agora entenderam e querem protestar para tirar esse Eduardo Cunha, que na verdade já deveria ter saído do poder. Ele articulou esse golpe e não terá êxito, já que contra ele existem irregularidades comprovadas, ao contrário da presidente Dilma", afirma Pedro.

Assim como Kemp, o deputado estadual Cabo Almi (PT) aplaude a atitude daqueles que optaram por ficar em casa e não protestar contra o governo do PT. "É um número muito menor de pessoas na rua. Sabemos que essa sim é a realidade, essas são as pessoas que apóiam Eduardo Cunha e daqueles que também não aceitam que perderam o governo. Nós achávamos que  teria um número maior de pessoas, mas ficamos felizes porque a população acordou, a população viu onde está o erro".

De acordo com Almi, Cunha deixou claro que tomou atitudes pessoas ao anunciar a abertura do impeachment no mesmo dia em que a bancada do PT na Câmara anunciou que votaria pela continuidade do processo de sua cassação no Conselho de Ética.

"Isso ficou evidente, agora cabe a presidente Dilma orientar seus eleitores de tudo que está acontecendo e continuar trabalhando pelo país. Não acreditamos que isso terá sequência porque não tem provas de que existem irregularidades", finaliza o petista.