Evento que reuniu as forças políticas de Mato Grosso do Sul, após André Puccinelli anunciar sua desistência de concorrer ao Senado, ficou clara a disposição de petistas e peessedebistas trabalharem pela coligação que reúna os partidos que são antagônicos em nível federal
Tendo ciência de que é a personalidade política mais disputada para as coligações que se pretende em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) já tem traçadas suas estratégias que serão decisivas na hora de anunciar com quem comporá o palanque na corrida eleitoral de outubro deste ano.
Azambuja não esconde sua preferência em integrar a chapa do pré-candidato ao governo do Estado, Delcídio do Amaral (PT), ainda que essa coligação contrarie as lideranças de ambos os partidos na esfera nacional. Porém, para vencer a resistência de parte do PSDB. o pré-candidato ao Senado possui algumas cartas na manga.
“É certo que haverão embates a nível nacional, contudo nunca escondemos que, caso se concretize essa coligação aqui no Estado, estaremos em dois palanques. O PT evidentemente trabalhará pela reeleição da presidente Dilma Rousseff, e nós defenderemos o que o Aécio Neves, o Fernando Henrique e a executiva nacional acreditam que seja o melhor para o país”, pontuou.
Embora num primeiro momento, a chapa entre tucanos e petistas se equipare a um casamento em que os noivos não podem se dar as mãos, Reinaldo Azambuja enxerga com naturalidade a parceria, tendo em vista o interesse maior, que é o bem popular. “O que nos une é o cenário estadual, reforçado por nossa afinidade em defender projetos que visem o desenvolvimento do Estado. Temos similaridade em diversos aspectos que defendemos e isso facilita e muito”, relatou.
Confirmando o desejo pelo entendimento, e seguindo na mesma linha de raciocínio, Delcídio do Amaral reforça o coro e demonstra claro interesse em ter o tucano reforçando seu palanque. “É certo que existe o enfrentamento entre PT e PSDB a nível nacional e infelizmente parece que eles querem distribuir isso pro Brasil inteiro quando na verdade cada Estado tem uma realidade diferente. Vamos analisar os quadros, cientes das dificuldades, porém enxergo tudo isso de forma natural”, afirmou o petista dando sinais de que as diretrizes nacionais não serão empecilhos para uma parceria em âmbito estadual.
"Com Nelsinho, sem papo", dessa forma direta e defendendo a aliança PT e PMDB, o deputado federal Vander Loubet (PT) reforçou o “empurrãozinho” para unir as duas siglas. O deputado fez uma breve avaliação sobre uma possível aliança dos petistas com o PMDB, que desde o início deixou claro que não abre mão de encabeçar a majoritária, lançando o nome de Nelson Trad Filho. “Só poderíamos pensar em uma aliança com o PMDB se eles retirarem a candidatura do Nelsinho, caso isso não aconteça, não existe possibilidade. Hoje vejo mais consolidada a possibilidade de uma aliança com o PSDB”, completou.







