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Política

04/03/2015 14:50

Petistas planejam reestruturação do partido visando eleições de 2016

Desgastados

04/03/2015 às 14:50 |

Diana Christie

Abalados com a derrota para o governo do Estado no segundo turno, os petistas planejam agora uma reestruturação do partido para encarar as eleições municipais em 2016. Nesse meio tempo, o grupo também se preocupa em minimizar os impactos das denúncias de corrupção envolvendo políticos do partido e a impopularidade dos reajustes fiscais e tributários adotados para conter a crise financeira do país.

Para o deputado estadual Cabo Almi (PT), a legenda manteve sua força no Estado apesar da derrota inesperada para o PSDB. Segundo ele, o momento é de unir forças para o embate, principalmente em Campo Grande que possui o maior colégio eleitoral do Estado, e deixar a Justiça concluir suas investigações.

“O PT tem o Governo Federal, vereadores, 14 prefeitos. Lógico que surgiu uma nova força quando o PSDB deixou a sombra do PMDB, mas o PT continua sendo um dos maiores partidos. Temos que unir as lideranças para que todos falem a mesma língua, fazer ações de filiações e permitir que a Justiça faça o seu papel, condenando quem tem culpa”, avalia.

Pedro Kemp defende a reforma política que está em tramitação no Congresso Nacional e aposta na superação do partido que já enfrentou o escândalo do mensalão. Apesar de líder da oposição, ele propõe ainda uma atuação moderada na Assembleia Legislativa, sem confrontos constantes com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

“Algum desgaste sempre tem com as denúncias, assim como vai ter para outros partidos, mas isso acaba arranhando a imagem dos políticos em geral. O PT já passou pelo mensalão e reelegeu o presidente Lula. A população que vai verificar quem deve ser punido e quem está cumprindo os seus deveres públicos. Sobre o Reinaldo, se tiver motivos para o confronto nós vamos, mas não vamos fazer demagogia, discurso pelo discurso”, argumenta.

Por sua vez, Amarildo Cruz relembra que algumas denúncias da operação Lava-jato foram usadas durante a campanha para desestabilizar a legenda, mas ainda assim o candidato Delcídio do Amaral (PT) conquistou 44% dos votos sul-mato-grossenses. Na opinião do deputado, a sigla deve investir em sua reestruturação.

“O PT continua sendo um dos partidos mais fortes do país e do Estado, mas temos que nos reavaliarmos, sentar no divã mesmo, porque temos que encarar as eleições de 2016 como muito importantes também pensando em 2018. Temos que ter um olhar especial também para a prefeitura de Campo Grande que é simbólica”, afirma.

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