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Política

07/09/2014 18:00

Petrobras, o que jorra dos poços são escândalos

Outro escândalo

07/09/2014 às 18:00 |

Folha / Veja/ Estadão / Globo

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, tinha uma missão extraoficial conferida pelo PP: articulava com empresas e fornecedores da estatal ajuda financeira para campanhas políticas (Helia Scheppa/JC Imagem)

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, tinha uma missão extraoficial conferida pelo PP: articulava com empresas e fornecedores da estatal ajuda financeira para campanhas políticas (Helia Scheppa/JC Imagem)

A sujeira que jorra vai manchar a imagem de quantos políticos e candidatos?

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral  da Presidência de República, no melhor estilo do “ouvi o galo cantar, mas não sei onde”, já classificou como boataria o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal e Ministério Público que apontou o envolvimento de parlamentares em esquema de pagamento de propinas na Petrobrás. Gilberto atribui caráter eleitoreiro.

“Não posso tomar como denúncia contra a base aliada uma boataria de um vazamento sobre um procedimento que não sei qual é. Só vamos falar depois que houver o inteiro teor das denúncias. Estão tentando usar a notícia de delação premiada para, no desespero, mudar o rumo da campanha. O vazamento é sempre condenável”, completou.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lembrou que o inquérito corre em sigilo, mas que as apurações estão sendo feitas. “É importante que se faça a investigação e se esclareça. O inquérito corre em sigilo, portanto não se pode fazer nenhuma valoração a respeito. A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público, está fazendo as apurações dentro daquilo que a lei determina”, disse.

O caso

O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, temendo condenação acima de 30 anos de reclusão, decidiu fazer uma delação premiada depois que a Polícia Federal fez busca em empresas ligadas a ele, inclusive de suas filhas, genros e amigos, e descobriu que Costa teria contas secretas no exterior, que conforme informado pelas autoridades suíças, somam US$ 23 milhões.

Conforme noticiado pela revista Veja desta semana, Costa revelou o nome de 12 senadores, 49 deputados federais e três governadores envolvidos no esquema.

Delação premiada é a figura jurícia que prevê redução ou extinção de pena quando um réu fornece informações que possam esclarecer outros crimes. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, embasado na avaliação do Ministério Público sobre o grau de importância das informações, homologará, ou não, o acordo.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, tinha uma missão extraoficial conferida pelo PP: articulava com empresas e fornecedores da estatal ajuda financeira para campanhas políticas (Helia Scheppa/JC Imagem)

 Capa da Revista Veja, que traz nomes que foram vazados.

Pouca indignação

O jornalista Lauro Jardim estranha a pouca indignação (leia-se também pouco temor da justiça e desprezo pela opinião pública) dos políticos denunciados por Paulo Roberto Costa e suas “relações institucionais” com o ex-diretor da Petrobras.

Além de negarem qualquer envolvimento com esquemas na Petrobras, têm um padrão comum de comportamento. Quase todos garantem que mantinham com o homem-bomba “relações institucionais” – seja lá o que isso signifique para essa turma. Ninguém mostrou indignação a ponto de bancar que processarão PRC por calúnia e difamação. Todos enfiaram suas respectivas violas no saco.

Nos depoimentos, Paulo Roberto apontou o envolvimento dos seguintes políticos no desvio de dinheiro público da estatal, muitos deles com notoriedade mais pelos constantes escândalos do que por suas atividades parlamentares:

 

Edison Lobão (PMDB), ministro das Minas e Energia; João Vaccari Neto (PT), secretário nacional de finanças do partido; Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara; Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado; Ciro Nogueira (PP-PI), senador e presidente nacional do partido; Romero Jucá (PMDB-RR), senador e ex-líder dos governos FHC, Lula e Dilma; Cândido Vaccarezza (PT-SP), deputado federal; João Pizzolatti (PP-SC), deputado federal; Mario Negromonte (PP), ex-ministro das Cidades, ex-deputado e atual conselheiro do TCM-BA; Sergio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro; Roseana Sarney (PMDB), governadora do Maranhão; e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência, morto no dia 13 de agosto em um desastre aéreo.

As denúncias e a relação de nomes, todos muito próximos da presidência, provocou abalos no comitê de reeleição de Dilma Rousseff. Reunidos emergencialmente, analisam o estrago que pode provocar a divulgação de todos os nomes envolvidos no escândalo. Alguns dos nomes já circulavam em conversas informais no Palácio, como o de Renan Calheiros (PMDB), André Vargas (ex-PT, atualmente sem partido) e Luiz Argôlo (SD).


Segundo informado pelo Jornal Nacional, Paulo Roberto admitiu pela primeira vez que empreiteiras contratadas pela Petrobras tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo para partidos e políticos de diferentes legendas da base aliada do governo. E que, no PT, o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. A revista não revelou se Paulo Roberto citou os nomes das empreiteiras.

Ainda de acordo com a reportagem, Paulo Roberto afirmou que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, serviu para abastecer o caixa de partidos e para pagar propina aos envolvidos na transação.

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