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Política

PF: advogado recebeu 227 mil reais em ‘ações fantasmas’ da Lama Asfáltica

Fábio Castro Leandro foi procurador-geral de Gilmar Olarte e ex-sócio de André Puccinelli Júnior; juiz chama dinheiro de propina

28 novembro 2018 - 09h00Por Vinícius Squinelo

Os detalhes e denúncias da nova fase da Operação Lama Asfáltica apresentam para Mato Grosso do Sul nomes até então não envolvidos nos escândalos encabeçados pelo ex-governador André Puccinelli, do MDB. Um deles é do advogado Fábio Leandro Castro, ex-procurador-geral de Campo Grande.

Conforme a denúncia do Ministério Público Federal, com base no trabalho da Polícia Federal, há fortes indícios de que contrato entre a PSG Tecnologia Aplicada Ltda., de João Baird, e o escritório Fabio Leandro Advogados Associados seria apenas uma forma de repasse ilegal de dinheiro.

Conforme análise da Controladoria-Geral da União, o escritório de Fábio Leandro assinou contrato em 3 de dezembro de 2015 com a PSG, com objeto ‘bem genérico’ e prazo de vigência de 30 dias. 

Porém, aqui começam os problemas. Primeiro, o advogado cobrou a fatura exatamente um dia após a assinatura do contrato, e recebeu valor maior que o estipulado: R$ 227.272,72, conforme comprovante bancário encontrado na investigação.

Em segundo local, a CGU e os investigadores não encontraram nenhuma ação judicial onde a PSG é defendida por Fábio Leandro. Assim, a conclusão é de que ‘esse contrato representou apenas um mecanismo de repasse suspeito de recursos da PSG para o escritório de advocacia de Fábio Leandro’. Veja:

Segundo a decisão do juiz federal substituto Sócrates Leão Vieira, que assina o mandado de busca e apreensão contra Fábio Leandro, ainda pesou o fato dele ser ex-sócio de André Puccinelli Júnior, ainda preso em Campo Grande. E ainda foi mais longe, chamando o repasse de possível propina. Leia:


Fábio Castro Leandro é filho do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Paschoal Carmelo Leandro, e ex-procurador-jurídico do município na gestão de Gilmar Olarte. O ex-prefeito foi antes de cumprir o mandato, em 2016, e condenado em segunda instância por corrupção