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Política

há 3 semanas

PF indicia sete desembargadores por venda de sentença no TJMS

Escritórios de filhos dos magistrados eram usados nos esquemas

Polícia Federal concluiu relatório que pede indiciamento de sete desembargadores do Tribunal de Justiça de MS. A investigação, diz relatório, trouxe indícios fortes de vendas de sentenças judiciais. São apurados crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. 

O pedido foi assinado em 20 de março deste ano pelo delegado Marcos Andre Araújo Damato, em Campo Grande. A peça será encaminhada para o Ministério Público Federal e ao Superior Tribunal de Justiça. 

Além dos magistrados de segunda instância, um de primeira instância, advogados, empresários e um conselheiro do Tribunal de Contas de MS foram igualmente indiciados. A Operação Ultima Ratio flagrou negociações de sentenças em troca de valores milionários.

Parte dos processos, diz o relatório, tinha propriedades rurais como alvo de disputas, como a venda da Fazenda Santo Antônio (Corumbá); Fazenda Vai Quem Quer;  briga judicial pela Fazenda Paulicéia e processos envolvendo Fazendas Montanha e San Diego. 

Outro ponto destacado na decisão e na apuração, é o uso de escritórios de filhos ou familiares de magistrados para fazer a negociação escusa. É o caso de Sideni Soncini Pimentel, que teria recebido valores via escritório do advogado Rodrigo Pimentel, ex-secretário de Campo Grande. 

O caso 

A operação Ultima Ratio foi instaurada para apurar possíveis crimes de corrupção em vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul.

Durante a operação, foram apreendidas diversas armas na casa de dois desembargadores. Além disso, foram encontrados mais de R$ 3 milhões em espécie. Somente na casa de um dos investigados, foram encontrados R$ 2,7 milhões.

A ação teve o apoio da Receita Federal e é um desdobramento da Operação Mineração de Ouro, deflagrada em 2021, na qual foram apreendidos materiais com indícios da prática dos referidos crimes.

Na ocasião, o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) determinou o afastamento do exercício das funções públicas de servidores, a proibição de acesso às dependências de órgão público, a vedação de comunicação com pessoas investigadas e a colocação de equipamento de monitoramento eletrônico.

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