Em reunião realizada na manhã de hoje (1) na sede do partido, os peemedebistas evitaram comentar a polêmica divisão da bancada do PMDB na Câmara Municipal. No entanto, lideranças continuam firmes e ‘deliberação’ é de independência, ou seja, bem longe da base aliada do prefeito Gilmar Olarte (PP).
Visivelmente descontente com o comportamento dos ‘vereadores rebeldes’, o ex-governador André Puccinelli revelou seu desconforto com a atual administração. De acordo com ele, as pesquisas internas demonstram que a população está descontente com a situação de Campo Grande.
“Se todo mundo que dissesse que eu sou a principal liderança praticasse... Houve um aconselhamento não meu, mas das lideranças, tanto que o Carlos Marun falou, o Junior Mochi falou e eu também falei, aconselhando que cuidem, que vão ao encontro do que a população diz. O que a população está dizendo? Façam pesquisas”, alfinetou.
Presidente regional do PMDB, Mochi destacou que o partido lançou a candidatura do ex-deputado federal, Edson Giroto, nas últimas eleições, portanto não teria participação no governo progressista e as negociações partiram de iniciativas individuais dos vereadores. “A recomendação é que o partido siga independente. Nunca decidimos institucionalmente apoio”, aponta.
Presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar afirmou que é independente, como deliberou o partido, e que alguns vereadores permanecem na base por decisão pessoal. “Edil é escolha individual dele. Ele já anunciou que não vai mais ser candidato. Loester é suplente”, destacou. Sobre Paulo Siufi e Magali Picarelli, presidente alegou que não ter conhecimento sobre a participação deles na base.
Apenas o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) cobrou uma postura mais proativa dos companheiros. Ele reafirma que os vereadores deveriam pedir licença do partido já que insistem em priorizar os interesses individuais. “Nós não o apoiamos (Olarte) durante a eleição e temos que pagar a conta?”, ressaltou.







