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Política

03/07/2014 07:00

PMDB perde aliado, mas Mario Cesar manobra para partido manter o poder

Inconsistência

O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e vereador em primeiro mandato, Gilmar da Cruz (PRB), reafirmou que mantém sua candidatura ao Senado, mesmo que para isso tenha que romper a aliança com o PMDB. É mais uma baixa na fraca composição de partidos nanicos que apoiam o ex-prefeito e ex-secretário de governo, Nelsinho Trad.

Consultada, a Justiça Eleitoral informou que não há base legal para que uma coligação participe das eleições com dois candidatos ao Senado. Assim, Gilmar da Cruz terá como única opção arrastar o partido para uma chapa única e conseguir nomes para concorrerem ao governo do estado como titular e vice, ou montar a chapa sem nomes para concorrer a estes cargos.

O candidato marcou para a sexta-feira (4) – um dia antes do prazo final de registro de chapas no Tribunal Regional Eleitoral – uma coletiva de imprensa para informar sua decisão. No PMDB existe a crença de que Gilmar ainda poderá vir a desistir de suas intenções, participar da chapa concorrendo ao cargo de deputado federal e atrair a multidão de votos dos evangélicos de sua denominação religiosa a se somarem aos que acompanharão a candidata a vice-governador, Pastora Janete. Caso perca esse apoio, Nelsinho terá força apenas para negociar seus votos no segundo turno, caso venha a ocorrer.

Não largar o doce, nem o poder

Com a derrocada da candidatura de Nelsinho Trad, que segue sem apoios consistentes, rodeado de partidos nanicos e com o risco de perder um contingente de votos dos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus que devem seguir com o pastor-vereador Gilmar Olarte, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Mario Cesar (PMDB) articulou uma fórmula de manter o poder na Capital.

Consciente do esvaziamento de seu partido e, temendo que em função disso o prefeito Gilmar Olarte (PP) termine por afastar o partido e assumir de fato a prefeitura, ou ainda, que devido as investigações do Gaeco que correm em segredo de justiça o atual prefeito venha, também ele, a ser afastado do cargo, Mario Cesar, de uma só canetada revogou o regimento interno da Câmara Municipal da Capital que impedia a reeleição e alterou a data da eleição dos membros da mesa diretora, normalmente realizada no final do ano, para hoje (3).

Mario Cesar sabe do risco que o PMDB e o grupo que detém o poder corre, caso se confirmem as previsões do fracasso dos candidatos majoritários do partido nas eleições de 2014.

Acabou a última esperança

As esperanças peemedebistas estavam todas elas, na eleição de Simone Tebet para o Senado, que conta a seu favor com a herança de seu pai, ex-senador Ramez Tebet e nos votos que poderão vir nas graças do nome da pastora Janete Morais, ancorada em sua penetração entre os evangélicos e pela força do filantropismo de seu pai, Antonio de Morais, que permitiu a construção da Unidade de Prevenção do Hospital do Câncer de Barretos, em Campo Grande.

Agora, com a confirmação de que o presidente nacional do Partido Progressita, senador Ciro Nogueira “lavou as mãos” em relação às composição de chapa e eleições em Mato Grosso do Sul, fica confirmada as candidaturas de Evander Vendramini ao governo do Estado e Alcides Bernal ao Senado.

Dessa forma, a disputa prevista entre Ricardo Ayache (PT) e Simone Tebet (PMDB) ganha um novo componente que movimentará as coordenações de campanha e obrigará a elaboração de campanhas mais agressivas por parte dos marqueteiros. Com Bernal no páreo, as apostas deverão ser repensadas.

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