O líder da bancada do PMDB na Câmara Municipal, vereador Vanderlei Cabeludo, não descarta a saída da sigla da base aliada do prefeito Gilmar Olarte, do PP. Os sete vereadores do partido em Campo Grande, a maior bancada na Casa de Leis, aguardam apenas orientação do comando regional para deixar de apoar o atual chefe do Executivo.
Conforme Cabeludo, o PMDB deve dar um resposta ainda nesta semana ao prefeito Gilmar Olarte a permanência, ou não, ou na base de sustentação do Governo municipal. Cabeludo revelou que está aguardando o presidente regional do partido, deputado Junior Mochi, chegar de viagem para decidir quais serão os rumos da sigla dentro da Casa de Leis.
Segundo informações de bastidores, apuradas pelo TopMídia News, há um racha dentro da bancada peemedebista, com vereadores defendendo a permanência do partido na base, enquanto outros que preferem a 'independência' da sigla, retirando o total apoio ao prefeito Gilmar Olarte. Como de praxe, o prefeito se reuniu com a bancada para tentar acertar as arestas com a base do PMDB, mas que ao que parece, a situação é delicada.
Cabeludo nega que o partido esteja dividido. "Não existe esta divisão, pelo contrário, nós nunca estivermos tão unidos. O que há são ideias e interesses diferentes. Temos que tomar cuidado com o que falamos e pensar sempre em Campo Grande e tomar cuidado com que pode prejudica a cidade. Nós temos sete vereadores e nós estamos unidos e pensando de forma unida".
Base
O vereador Paulo Siufi, também do PMDB, revelou que participou da reunião com o prefeito junto com a bancada e afirmou que permanece na base de Olarte. "Eu sou da base e acredito nesta administração e tem que haver transparência . Quando a gente quiser saber de algo, nós temos que ir até e não saber por intermediário".
Já Loester Nunes, que ocupa a vaga do secretário municipal de Saúde, Jamal Salem (PR), revelou que é partidário, mas que segue a recomendação do prefeito Gilmar Olarte. "Eu tenho uma posição diferente aos dos demais. Estou aqui porque tenho um vereador que é secretário. Estou cumprindo uma missão que o prefeito está me dando e me favorecendo. Sou da base e vou permanecer na base".
A vereadora Magali Picarelli afirmou que até o momento não vê indicativo do partido sair da base ou declarar a independência. "Acho que a gente tem que ter uma posição, eu prefiro dizer que eu sou coerente. Sou a favor do que for bom para Campo Grande".
O vereador e líder do prefeito Edil Albuquerque declarou que nada mudou em relação ao apoio ao prefeito. "Não existe nada neste sentido".
Independência - Radical, a vereadora Carla Stephanini defende veementemente a independência do partido. "Eu Carla, advogo a independência do meu partido. Neste sentido tenho atuado junto aos colegas. Represento este sentimento [da população] e existe isso dentro do partido. Por isso, advogo pela independência. E não descarto a possibilidade disto acontecer".
Que ainda continuou, "Campo Grande precisa resgatar a credibilidade. Hoje nós vivemos em uma crise e a administração da Capital não está respondendo aquilo que a população merece", finalizou.







