Os policiais civis de Mato Grosso do Sul decidiram participar da Assembleia Unificada convocada pelo Fórum dos Servidores de Mato Grosso do Sul na próxima quinta-feira (21). Descontentes com o “reajuste zero” anunciado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), os trabalhadores definirão os próximos passos do movimento e não descartam os indicativos de greve.
“O Policiais Civis estão se unindo a outros servidores estaduais para juntos reivindicarem a sua valorização”, afirmou o presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Alexandre Barbosa. A mobilização é convocada pelo Fórum dos Servidores de MS que é formado por 16 entidades de classe que representam cerca de 40 mil servidores.
De acordo com os servidores, um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) estaria criando o impasse. De acordo com a PGE, a legislação ao citar “índices futuros” refere-se à data-base de maio de 2015, uma vez que o último reajuste foi em dezembro de 2014. No entanto, os valores se referem a uma correção de reajustes não dados.
"O texto foi publicado em 2013 e é fruto da greve realizada pelos policiais civis. Na nossa interpretação, os “índices futuros” correspondem ao parcelamento do aumento dado naquela época. Em nenhuma parte do texto da Lei é citada a data-base de 2015. Portanto, esse argumento do governo não procede”, esclareceu o diretor jurídico do Sinpol-MS, Giancarlo Miranda.
Na sexta-feira (15), a Associação de Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiros Militar anunciou que diante de todas as possibilidades de negociação estarem esgotadas, o aquartelamento pode ser a única saída. Eles definirão na próxima semana se param as atividades ou não.
Em um aquartemanento, o efetivo vai trabalhar, mas não sai dos quartéis, ou seja, deixa de atender as ocorrências na rua em forma de protesto. (Leia aqui)







