Seguindo a tendência que vem sendo demonstrada nas três enquetes – uma com todos os candidatos ao governo na disputa, e a segunda com os dois candidatos que disputaram o segundo turno – a população do Mato Grosso do Sul não acredita que haverá mudanças na forma de fazer política com o novo governo que se iniciará em 1 e janeiro de 2015.
O questionário do TopMídia News, sem valor de amostragem científica, ficou disponível entre os dias 27 de outubro e 3 de novembro, já com o governador eleito. O resultado, ainda que promissor, uma vez que 62% acreditam em melhorias para o estado, demonstra que, talvez em função das alianças formadas em torno do nome de Reinaldo Azambuja (PSDB), acreditam que haverá mudança na forma de gerir o estado, mas não na forma política.
Instados a responderem a seguinte questão: “O PSDB vai comandar pela 1ª vez o estado de Mato Grosso do Sul. Qual a sua expectativa para o governo do tucano Reinaldo Azambuja?”. Dos leitores, 22% não acreditam em mudança, e 18% confiam que pode até melhorar, mas não acreditam na “política do novo”.
Se analisarmos os resultados das eleições – ainda que evidentemente o resultado da enquete não represente a totalidade dos eleitores – os 40% de respostas negativas em relação à mudanças ou 'novo governo' está dentro do universo de 44,44% de votos conquistados por Delcídio do Amaral (PT), derrotado nas eleições.
No entanto, Reinaldo Azambuja, ainda que tenha vencido as eleições com 55,34% dos votos válidos, não conseguiu se apresentar como “O Novo” em termos políticos, conta apenas com a confiança de que fará uma gestão administrativa diferente e melhor.
Esperançosa na melhoria dos diversos índices de desenvolvimento, qualidade de vida, saúde, educação, segurança – aspectos mais destacados por leitores em enquetes anteriores, a população ainda se mostra arredia às promessas de uma mudança política contundente. Talvez essa descrença na mudança política se dê pelo fato de que as alianças necessárias para que se vença uma eleição, fundamentais nas democracias, apresentem alianças com os candidatos derrotados no primeiro turno e que representam as forças que até aquele momento governavam o Estado.
Reinaldo foi o candidato que mais apoios aglutinou em torno de sua candidatura para o segundo turno. A ele se aliaram o candidato Nelson Trad Filho, ex-prefeito da Capital e representante do partido que governou Campo Grande por 20 anos ininterruptos, e que há 8 anos governa o estado com André Puccinelli, e a vice-governadora e senadora eleita, Simone Tebet, filha e herdeira política do senador Ramez Tebet. Por outro lado, Delcídio do Amaral, desde o primeiro turno havia feito aliança com o PR, e tinha como vice-governador em sua chapa o deputado Londres Machado, campeão em mandatos consecutivos (deputado estadual desde 1970 e, por duas vezes, governador interino).
Veja o resultado da enquete:








