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RETROSPECTIVA 2018

Pouco conhecidos, candidatos de MS adotaram o nome Bolsonaro e receberam 'avalanche' de votos

Em 2018, eleitor deu preferência para conservadores na Assembleia e na Câmara

26 dezembro 2018 - 15h15Por Thiago de Souza

Dos cinco parlamentares eleitos por Mato Grosso do Sul usando a força do nome Bolsonaro, quatro eram desconhecidos do grande público, mas tiveram votação de dar inveja a muitos políticos 'velhos de guerra' no estado. Ao todo, foram 604.72 mil votos, média de 120 mil para cada um dos concorrentes do PSL em MS.   

O caso mais emblemático foi da advogada, que atuou no ramo de motéis em Campo Grande, Soraya Thronicke. Ela recebeu 370 mil votos e desbancou dois ''dinossauros'' da política sul-mato-grossense: Zeca do PT e o primo, Waldemir Moka (MDB).

Outro caso que chama a atenção foram os 78.390 votos dados ao Capitão Contar. Ele foi o mais votado para a Assembleia Legislativa de MS, embora desconhecido por muitos. Grande parte de sua influência vem de Jair Bolsonaro.

Luiz Ovando e Trutis tiveram 106 mil votos juntos. (Foto: Wesley Ortiz)

Tio Trutis é dono de duas hamburguerias na cidade. É graduado em direito e também comediante. Ele se tornou pivô de polêmicas com feministas, veganos e gays e surfou na mesma onda conservadora e bolsonarista. Com isso, ganhou 56 mil votos e está entre os oito eleitos para a Câmara Federal.

''Não me surpreendi. Esperava mais!, disse Trutis. Ele justifica a grande votação dizendo que havia ''uma galera'' pedindo que ele se candidatasse.  

O médico cardiologista Luiz Ovando, 69 anos,  recebeu 50 mil votos e garantiu vaga na Câmara Federal. Antes, foram três tentativas de se tornar vereador, em 2008, pelo PPS, 2012 e 2016 pelo PSC.

A exceção dos candidatos fica por conta do Coronel David, que teve 45.903 votos. Da área da segurança pública, sempre apoiou Jair Bolsonaro. Já foi comandante-geral da Polícia Militar no estado e ficou deputado estadual na saída de Barbosinha (DEM) para comandar a Secretaria de Segurança no governo Azambuja.

A força da votação dos novatos pode ser melhor entendida se comparado com o caso do deputado federal Geraldo Resende (PSDB). Com base eleitoral em Dourados, quatro mandatos seguidos na Câmara dos Deputados, além de estar em um partido grande, não foi reeleito.  

No caso do PSL, o partido foi fundado em 1994, mas somente em 1998 conseguiu registro do Tribunal Superior Eleitoral.