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PMCG - Prestação de contas

'Precisamos colocar o que tem para funcionar', diz vereador eleito

Júnior Longo afirma que a população pediu fiscalização

15 NOV 2016
Dany Nascimento
18h10min
Foto: Geovanni Gomes

Eleito com 4.022 dos votos, Júnior Longo, do PSDB, afirma que o desafio no início do mandato é colocar as ferramentas para funcionar, antes de lançar projetos propondo inovação. Ele afirma que durante a campanha para conquistar se deparou com muitos pedidos de fazer o fator fiscalização do Executivo Municipal funcionar.

"A principal questão que eu ouvi muito nas ruas, além de trazer projetos novos, além de querer apresentar, tem que trazer o fator que é a fiscalização, fiscalizar o que já tem, tanto nos discursos para prefeitos e vereadores, se pegar, não é algo novo, o assunto é eu vou fazer uma gestão. Fazer as ferramentas serem bem executadas. Não é questão nova, se colocar remédio e médico no posto de saúde, temos lei, precisamos cobrar isso do prefeito. Eu costumo dizer, temos propostas, ideias e tudo, primeiro colocar em prática o que já tem para depois pensar em coisas novas, é a velha fala, o arroz e o feijão, fazer ele, esse é nosso objetivo, vereador legisla e fiscaliza, mas nesse exato momento é a fiscalização, posso dizer como bandeira, a comunidade quer e precisa disso", diz o vereador eleito.

O tucano destaca que acredita que com a eleição de um novo prefeito e novas 'caras' na Casa de Lei, a 'queda de braço', presenciada pela população entre vereadores e Chefe do Executivo terá fim. "Nós que estamos ouvindo a sociedade precisamos dar essa resposta. O impasse entre o prefeito Alcides Bernal e a Câmara é negativo, nessa briga, quem perde com isso é a população, não tem outra questão, agora esperamos um novo rumo tanto na Câmara como para o prefeito".

Júnior destaca que não defende nenhum dos lados diante da relação Bernal e vereadores, alegando que ambos tem uma parcela de culpa. "Não estou defendendo os vereadores, nem defendendo o Bernal, os dois tem sua parcela de culpa, mas vejo que o prefeito que tem aquela questão de gerir, ele é o camarada que pode gerir o ambiente, vamos ver como será a postura do prefeito eleito Marquinhos Trad".

Questionado sobre ser oposição ao prefeito eleito pelo PSD dentro da Casa, levando em consideração que Trad derrotou a candidata Rose Modesto do PSDB na disputa de segundo turno, Longo ressalta que não tomou lado e pretende legislar pela posição.

"Não me considero oposição, sou posição. O que for bom para Campo Grande pode contar comigo, agora o que  não for, não sou oposição, não é isso, venho como posição, projetos bons serão votados, cobrar do prefeito o que tem que ser melhorado, apontar as formas, vamos fazer todo o encaminhamento nesse sentido. Fica muito complicado chegar e falar que sou situação ou oposição, não sabemos qual será a postura do Marcos. Teremos uma reunião com ele nos próximos dias, não tem data ainda", afirma o vereador eleito.

Sobre a divisão de favelas feitas por Bernal, Júnior disse que um estudo deve ser feito para que outras favelas não sejam formadas na Capital. "Não adianta tirar da Cidade de Deus como foi feito, deram material para ser feito de qualquer forma, tem que ter  acompanhamento, quer tirar da favela, coloca em um local com estrutura.  Já que prefeitura disponibilizou a área, que não venda a área, tem que ter consciência".

Ao falar dos 18 novos rostos que compõe o número de parlamentares na Câmara Municipal, Junior destaca que tantos aqueles que buscavam reeleição, como aqueles que tentavam se eleger pela primeira vez, competiram igualmente. "Antes nas eleições passadas, você tinha o que chegava e apresentava um novo com propostas de pessoas que apresentavam o já fez, antes tinham vantagem, agora ficou todo mundo nivelado, muitas pessoas querendo o novo, deu a possibilidade de deixar nós novatos iguais. O número de candidatos foi muito alto, onde você chegava tinha dois, três, quatro candidatos".

 

 

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