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Prédio que abrigará Câmara é especulado por base aliada de Bernal e já causa mal estar

Nova Casa

19 FEV 2014
Vanessa Ricarte e Marcelo Villalba
09h31min
Foto: Geovanni Gomes

Alguns imóveis estão sendo cogitados para abrigar a Câmara Municipal de Campo Grande, já que os vereadores estão com ordem de despejo do atual prédio. A decisão foi expedida pela justiça no ano passado. Entre os locais mais cotados, estão o prédio do antigo Hotel Campo Grande, o imóvel da Polícia do Exército e por fim, a construção que abrigaria a antiga nova rodoviária na Avenida Ernesto Geisel e que hoje abriga o Centro de Belas Artes.

Ontem (18), o vereador Marcos Alex (PT) discursou no plenário da Casa de Leis sobre os projetos que alegando que o local mais adequado seria o Centro de Belas Artes, que atualmente está em construção. "O local tem espaço de sobra para receber os vereadores. Não vamos tirar o centro do lugar apenas dividir o espaço já que existem dois complexos que estão sendo construídos", defende.

Dos elefantes brancos encostados em pontos valorizados da cidade, o prédio do Shopping 26 de Agosto já foi arrebatado recentemente pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, em transação polêmica por conta do valor pago com dinheiro público – mais de 38 milhões de reais.

Tal discussão levantada pela base aliada de Bernal já causou mal estar diante da especulação dos vereadores para abrigar a Casa de Leis no atual prédio do Centro de Belas Artes. O Presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Campo Grande, o arquiteto Ângelo Arruda se manifestou ontem à noite pelo Facebook exigindo explicações sobre o por quê deste imóvel ter sido cotado por Marcos Alex (PT).

Logo mais, às 10h da manhã, haverá uma reunião do Conselho da Cultura no auditório do Planurb justamente para que os conselheiros discutam quais medidas serão tomadas, caso o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, decida instalar a Câmara dos Vereadores no Centro de Belas Artes.

Entenda o caso - O prédio é alugado desde 2000  pelo grupo Haddad Engenheiros Associados Ltda, para o poder Executivo.  E desde de 2005 o contrato acabou não sendo renovado, gerando um atrazo no valor de R$ 35 mil nos alugueis.

Diante do valor alto, o Ministério Público reduziu o valor considerado abusivo, para R$ 11 mil.  O que foi pago para o grupo Haddad. Em 2011 os engenheiros entraram com uma ação para despejo. E a justiça deu o prazo para a Câmara até 24 de abril, pagar o que falta dos alugueis atrasados, e ir em busca de um novo prédio para se instalar.

Com isso a novela para saber qual será a nova moradia dos vereadores foi instaurada na casa. Alguns preferem permanecer no local, já que o custo para adaptação e construção de outro prédio sairia mais caro.  

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