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Prefeita e vice são cassados por darem cesta básica em troca de votos; cidade terá nova eleição

Até narguillé teria sido dado como presente em aldeia indígena

22 ABR 2019
Thiago de Souza
19h23min
Foto: Reprodução Facebook

Marlene Bossay, prefeita de Miranda, a 212 quilômetros de Campo Grande, teve o mandato cassado por ter comprado votos nas eleições municipais de 2016. A decisão foi do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, nesta segunda-feira (22) e dita que cidade deve ter novas eleições.

O julgamento no Tribunal já havia começado duas semanas antes e contava com quatro votos a favor da perda do mandato quando foi interrompido, a pedido do relator do processo.  

A decisão, fruto de duas ações judiciais, se estende ao vice-prefeito, Adailton Rojo Alves (PTB) e até o filho dela, Ivan Bossay (PSDB) que era vereador na cidade.

O primeiro veredito contra Marlene e o filho havia sido dado pelo juiz eleitoral Alexsandro Motta, de Miranda, em abril de 2018.

Crime

Marlene foi acusada de compra de votos na Aldeia Lalima de Miranda. O filho dela, foi apontado como o executor do crime, depois de ser flagrado por policiais portando cestas básicas em uma pick-up em setembro de 2016, um mês antes das eleições. Os produtos deveriam ser entregues a eleitores da comunidade indígena.

Na época, Ivan chegou a ser preso em flagrante, mas pagou fiança e foi liberado. Testemunhas ouvidas em inquérito do Ministério Público Eleitoral, incluindo moradores da Aldeia, confirmaram a intenção de compra de votos.

Em sua defesa, Marlene e Adailton alegaram que as testemunhas eram aliadas políticas de Gerson Prata, o candidato derrotado, e que os depoimentos eram incongruentes e contraditórios.

 

 

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