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terça, 22 de setembro de 2020
Política

Ex-secretários deixaram cargos por stress emocional, diz prefeito

Marquinhos negou que exista desgaste em sua administração

01 abril 2019 - 13h05Por Rodson Willyams

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) comentou, na manhã desta segunda-feira (1º), sobre a saída dos ex-secretários de Saúde, Marcelo Vilela, e de Turismo e Cultura, Nilde Brum, da administração municipal.

Para Marquinhos ambos tiveram ‘stress emocional’ devido à pressão que receberam em razão dos seus cargos. No entanto, o prefeito negou desgaste de seu governo.

“Os dois foram stress emocional”, começou justificando Marquinhos. “É uma carga muito forte em cima do gestor e de secretários. É uma pressão muito grande e não é fácil comandar 25 mil funcionários públicos. São pressões de todas as sortes”.

Ele destaca que o sucesso dos secretários esbarra na burocracia da ‘máquina pública administrativa’. “Não oferece aquilo que você precisa. Quando você tem o dinheiro para realizar as melhorias, você não consegue executar. É diferente de uma empresa privada que vai lá e faz as coisas. Mas aqui tudo é demorado e lento”, pontuou.

Para Marquinhos, tudo o que se faz na administração é alvo de muita reclamação, mesmo que tenha boa intenção. “Tudo se coloca suspeita, criticam muito e tem uma série de comemorativos que vão minando e desmotivando o ser humano. Mas nenhum gesto é mal intencionado e não consigo ver um gestor de má fé”.

Prefeito não descarta possibilidade de novas trocas

Marquinhos ainda afirmou que se houver necessidade de fazer novas trocas de secretariado, irá fazer. “Enquanto forem necessárias, vamos fazer, mas sempre procurando acertar”.

Porém, negou desgaste na administração. “De maneira nenhuma desgasta, quando você é obrigado a fazer, tem que saber escolher. Se coloca alguém pior do que aquele que estava lá, aí sim, pode trazer prejuízo. Mas não foi o caso nem do José Mauro (novo secretário de Saúde) e nem da Melissa (titular da Setur). Tem muitos nomes bons na cidade que a gente nem sabe”.

Ele também reforçou que há uma dificuldade de chamar novas pessoas para a administração pública. “Existem nomes bons que, às vezes, a população não conhece. Mas o problema é que são pessoas boas, competentes, prósperas, da iniciativa privada, mas têm que ser convencidas a trabalharem no poder público”.

E finaliza dizendo que, por muitas vezes, a população também acredita que aquele que está na função público é insubstituível. “Que não vai encontrar ninguém melhor do que ele. Mas existem sim, nomes bons”.

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