O prefeito Gilmar Olarte, do PP, rebateu as críticas sofridas com a crise política que tem enfrentado recentemente. O chefe do Executivo disse que está 'cansado de ficar quieto e que agora vai falar tudo'. Ainda argumentou sobre 'suposta' ação orquestrada, criada para desestabilizar o governo municipal. Uma dessas ações seria a instalação das greves em setores específicos da administração.
Segundo o prefeito, um exemplo de setor com greve 'orquestrada' seria a educação, onde professores estão há mais de 60 dias em greve e pedem o cumprimento da equiparação do piso nacional da classe, aprovado pelos vereadores da Câmara Municipal.
"Nós pagamos os melhores salários de todo o País aos professores. Eles recebem entre R$ 5 mil e R$ 17 mil por mês e não tem porque entrarem em greve. Havíamos entrado em um acordo, em que os professores encerrariam a greve, chegaram os vereadores Alex do PT e a vereadora Luiza Ribeiro (PPS). A partir daí, as negociações melaram e as coisas não andaram mais", declarou.
Outro ponto seria com relação a greve dos médicos. O prefeito afirmou, durante agenda pública na manhã desta segunda-feira (17), que a prefeitura cumpriu 90% do acordo com os médicos e que não há razão para que haja a greve. "Tudo isso é uma ação orquestrada para atrapalhar o prefeito. Peço aos médicos que voltem imediatamente aos serviços", ressaltou.
A paralisação das atividades prejudica centenas de pacientes, que aguardam em grandes filas para serem consultados. Apenas 30% do efetivo está trabalhando, em alguns lugares, os atendimentos são somente em casos de emergência.
Sobre a educação, Olarte ainda comentou que 'praticamente, 95% dos alunos já estão aulas. Já falei com a minha equipe que entre três a quatro dias, todos os alunos voltaram às aulas, mesmo estando 400 professores em greve'.
O prefeito ainda reafirmou que toda essa crise que existe sobre ele foi 'armada'. "Mas eu convido às pessoas de bem para junto comigo me ajudarem a fiscalizar", finalizou.







