A prefeitura deve encaminhar em breve um novo projeto, que nem chegou na Câmara Municipal, mas já causou mal-estar entre os vereadores de Campo Grande. O novo secretário de Governo, Paulo Matos, quer implantar no Executivo o projeto chamado "Campo Grande em Ação", que se assemelha ao "Câmara Comunitária", realizada pela Casa de Leis.
Assim que ficaram sabendo da ideia, os vereadores ficaram revoltados e criticaramo atual chefe da administração municipal. O presidente da Câmara, vereador Mario Cesar, do PMDB, foi um dos que demonstrou a insatisfação com o projeto.
"O prefeito tem que se preocupar com coisas mais sérias. Tem outras questões que o Executivo tem que resolver e não precisa deste projeto, até porque esse é o nosso dever como legisladores", disse o presidente.
Em reposta, o secretário de Governo, Paulo Matos, que estava presente na Casa de Leis ontem (15), disse que o projeto está em fase de construção e que logo será encaminhado para a Câmara Municipal para conhecimento dos vereadores. E que não há razão para mal-estar.
Matos disse que o projeto será diferente ao da Câmara Municipal. "Esse projeto está sendo construído, mas ele será diferente ao da Câmara. O prefeito e os secretários poderão ir aos bairros ficar mais próximo da população. Nós vamos poder resolver todas as questões colocadas pela população".
Ao ser indagado porque os secretários não poderiam participar das sessões comunitárias, como chegou a ser feito no início do mandato de Gilmar Olarte, Matos disse o projeto "tem objetivo de oferecer maior agilidade aos pedidos feito pela população".
O secretário ainda foi questionado se o fato da administração estar em crise, o fato do prefeito ir até uma sessão com a população, ele não poderia correr o risco de ser hostilizado.
"Acredito que não, apesar de haver crise, a cidade não está abandonada. O prefeito quer modernizar a gestão e trabalhar por Campo Grande. Tanto é que este projeto não tem a finalidade eleitoreira. Ele não é nem candidato a reeleição, nunca falou sobre isso e não tem esse projeto. Ele quer cuidar da cidade", finalizou.
Sem respostas
Ainda durante a sessão, outro parlamentar que se manifestou contrário ao projeto foi o vereador Chiquinho Telles, do PSD. Ele lembrou que a Câmara enviou quase 10 mil indicações para a prefeitura, mas que nenhuma havia sido respondida até o momento.
No entanto, a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, afirmou que os requerimentos enviados à prefeitura tem sido respondido há pouco mais de uma semana, mas não há informações se os pedidos estão sendo realizados na Capital.
Ela ainda afirmou que somente no primeiro semestre deste ano foram realizadas 16 sessões comunitárias, em todas as regiões urbanas de Campo Grande, inclusive nos Distritos de Anhanduí e Rochedinho. Até o momento foram apresentadas pelos vereadores, somente no primeiro semestre de 2015, cerca de 8.500 indicações com pedidos de melhoria, além de mais 604 apresentadas por moradores durante as sessões comunitárias.
Por fim, o presidente da Casa de Leis chegou emitir nota onde comentou sobre o projeto "Campo Grande em Ação".
"Adianto que não sou contra. Acredito que a Prefeitura tem que ir sim aos bairros, mas para resolver os problemas, e não apenas colher demandas. Esse trabalho já é feito pelos vereadores, pelos conselheiros e líderes comunitários. Na crise em que nos encontramos, o simples deslocamento de secretários para o local já gera custos. Que seja então para tornar realidade as milhares de reivindicações feitas pelos bairros através da Câmara, dos conselhos e de lideranças", encerrou Mario Cesar.







