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Política

05/01/2026 15:11

Prefeitura faz publicidade justificando IPTU e atribui aumento abusivo a 'melhorias nos bairros'

Contribuintes apontam reajustes de até 180% mesmo sem alterações nos imóveis ou melhorias nos bairros

Para tentar maquiar o aumento abusivo do IPTU 2026, a Prefeitura de Campo Grande divulgou um vídeo tentando justificar os aumentos registrados pelos contribuintes, afirmando que o imposto sofreu apenas um reajuste anual de 5,32%, correspondente à correção pelo IPCA, e que valores acima desse percentual ocorreram apenas em casos de alterações de melhorias nos imóveis ou nos bairros.

O vídeo, que parece trazer uma explicação simples e clara, no entanto, contradiz levantamento realizado a partir da comparação entre os carnês de 2025 e os lançamentos previstos para 2026.

Contribuintes relatam aumentos que variam de 30% a 50%, chegando a casos extremos de até 180%, mesmo em imóveis que não passaram por reformas, ampliações ou qualquer modificação estrutural recente.

Também há registros de moradores que afirmam não ter havido melhorias significativas nos bairros onde residem, como obras de infraestrutura, pavimentação, iluminação pública ou novos equipamentos urbanos que justificassem uma valorização e aumento da cobrança.

Conforme já noticiado pelo TopMídiaNews, os reajustes estão ligados à atualização da PGV (Planta Genérica de Valores), instrumento usado pela prefeitura para definir os valores de referência dos imóveis que servem de base para o cálculo do IPTU. A PGV leva em conta critérios como localização, padrão construtivo, uso do solo e infraestrutura do entorno.

Apesar de a prefeitura classificar a atualização como um ajuste técnico, contribuintes afirmam não ter recebido explicações individualizadas nem notificações prévias sobre os critérios aplicados em cada caso.

O advogado Hugo Conforte, que representa um grupo de moradores, aponta que os percentuais verificados na prática não correspondem ao reajuste oficial divulgado, com casos de imóveis que tiveram o imposto dobrado ou até triplicado, mesmo sem reformas ou mudanças perceptíveis no bairro.

 

 

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