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Política

15/08/2014 07:00

Prefeitura irá desembolsar R$ 2,3 milhões/ano com aluguel de hospital

Recursos escassos

O prefeito Gilmar Olarte (PP) decidiu alugar o Hospital Sírio-Libanês, sem licitação, ao valor de R$ 194,1 mil mensais, conforme extrato de contratação publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) na edição de quinta-feira (14). O prédio que passará a abrigar o Hospital Pediátrico Municipal  pode ter seu contrato prorrogável até 60 meses.

Faltou divulgar os valores para o custeio do local, do arrendamento e manutenção dos aparelhos, instrumentos e mobiliário, além da condição destes equipamentos.

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) questiona a contratação, e foi adiada para terça-feira a votação de aprovação de requerimento de sua autoria que exige do prefeito Gilmar Olarte que explicite detalhes do contrato entre a Prefeitura e a El Kadri Participações e Investimentos Imobiliários, dona do imóvel e do Hospital El Kadri, e que está construindo um Hotel na Avenida Afonso Pena, entre a Rua 14 de Julho e Avenida Calógeras, que está com seu ritmo de obras lento, mas que deverá ser acelerado com o reforço de caixa.

A prefeitura, através do secretário de Saúde, Jamal Salém (PR), promoverá a contratação de médicos e demais profissionais para o atendimento, centralizando naquela unidade todo o atendimento pediátrico.

Além das dúvidas sobre o contrato, a inexigibilidade de licitação, a Luiza Ribeiro quer justificativas que comprovem que arrendar o hospital é mais efetivo do que contratar médicos e demais profissionais para os postos de saúde.

Restam dúvidas, também, a respeito da logística e de que forma centralizar os atendimentos na região central e manter o atendimento para as populações mais carentes da periferia, com dificuldades econômicas tão acentuadas que lhes impede, por vezes, terem condições de arcar com a passagem de ônibus.

A prefeitura, por nota da assessoria, informou em 5 de agosto, data da assinatura do contrato, que o custeio mensal será de R$ 2 milhões, além do valor do aluguel, que irá oferecer 90 leitos, 10 leitos de CTI, 2 leitos de isolamento, salas cirúrgicas e exames de radiografia e tomografia.

Aprovado o requerimento pela Câmara Municipal, ainda que alguns vereadores de base não demonstrem interesse na questão, a Prefeitura terá que detalhar todos os custos, caso os tenha. O Ministério Público Estadual (MPE) abriu procedimento preparatório que corre em segredo de justiça e pretende investigar a licitude do contrato, uma vez que o Conselho Municipal de Saúde não foi consultado e, também solicita explicações sobre o contrato.

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