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Política

21/01/2015 18:15

Prefeitura recorre e 'bomba' de R$ 8 milhões deve ficar pra Nelsinho

Improbidade

O caso envolvendo o Programa de Gerenciamento de Informações em Saúde (Gisa) segue gerando novas polêmicas. O prefeito Gilmar Olarte, do PP, prometeu ingressar com uma ação na Justiça para não devolver os R$ 8 milhões que foram investidos pelo Ministério da Saúde, que já solicitou a devolução do dinheiro à prefeitura.

Porém, caso Olarte consiga reverter a situação na Justiça, a "bomba" pode ser transferida para o ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, do PMDB, e para o seu primo, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, do DEM, que na época exercia o cargo de secretário municipal de Saúde. Os dois estão arrolados no processo que corre no Ministério Público Federal.

Em entrevista ao site Top Mídia News, Nelsinho explicou que assim que descobriu que o Gisa começou a se esfacelar após a entrada de Alcides Bernal na prefeitura, teria informado imediatamente ao Ministério da Saúde sobre o que estava ocorrendo na administração. A partir de então, o Ministério começou a investigar a implantação no sistema na rede da prefeitura.

Ao ser questionado se não teria receio de ser responsabilizado pelas ações de negligência, Nelsinho comentou possui toda a documentação sobre o caso. "Tenho todos os relatórios das auditorias feitas pelo Ministério da Saúde desde 2010 a 2013, afirmando que o Gisa estava sendo implantado corretamente e um ofício de 2014 afirmando que o contrato foi prorrogado para julho de 2015. Além de um vídeo que comprova que sistema estava funcionando. Ou seja, eu não posso ser responsabilidade e tenho documentos que comprovam isso". 

Porém, diferente da versão do ex-prefeito, ninguém em Campo Grande conseguiu, alguma vez, fazer uso real do sistema.

O caso já se tornou um jogo de empurra-empurra entre os prefeitos, Olarte afirma que a responsabilidade inicial seria de Nelsinho, mas que Bernal também não deu continuidade ao projeto. Porém, a frente da administração a quase um ano, o atual prefeito se quer agilizou o processo para dar continuidade ao sistema.

Durante agenda pública realizada na nesta manhã (21), em Maracaju na abertura da feira agropecuária Showtec, o prefeito Gilmar Olarte explicou que a Procuradoria-Geral do Município está cuidando do caso e que somente eles estão a par da situação.

O projeto custou R$ 10 milhões aos cofres públicos, mas jamais chegou implantado na prefeitura. Uma vez que não foi aplicado, o Ministério da Saúde, rescindiu o contrato com a empresa Telemídia que também foi afetada quando o caso veio à tona. O decreto da rescisão do contrato foi publicado no dia 8 de janeiro no Diário Oficial da União. Portanto, até o momento a Sesau terá que devolver o valor investido, de R$ 8 milhões, em um momento que a prefeitura passa por uma crise financeira.

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