Funcionários do PRIMTS (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho) da Prefeitura de Campo Grande foram surpreendidos, nesta semana, com a informação de que o aumento de 50% na bolsa-auxílio foi suspenso por 120 dias. O comunicado, repassado pela Funsat (Fundação Social do Trabalho), caiu como um baque entre os beneficiários, que já contavam com o reajuste para aliviar o orçamento das famílias.
A mensagem enviada aos trabalhadores afirma que o aumento do auxílio foi suspenso por 120 dias "devido à contenção de gastos", conforme texto enviado pelo denunciante.
Segundo um trabalhador de 26 anos, que preferiu não se identificar, a justificativa repassada foi apenas a contenção de gastos. Ele relata que o reajuste de 50% já vinha sendo aguardado e a suspensão afeta diretamente famílias que dependem do programa.
"Ficamos abalados. Muitos já estavam contando com esse aumento para organizar as contas," disse o trabalhador.
O denunciante não soube informar quando ocorreu o último reajuste da bolsa. Atualmente, os beneficiários recebem R$ 1.518, valor que, segundo ele, já não acompanha o custo de vida.
Em nota, a prefeitura afirmou que o acréscimo de até 50% está previsto em lei para beneficiários que atuam em atividades com grande esforço físico ou maior exposição ao sol e à chuva, mas que o sistema ainda está em fase de implementação. Segundo a administração, é necessário identificar quantos trabalhadores terão direito ao aumento e verificar o limite orçamentário disponível.
A Prefeitura destacou ainda que a bolsa-auxílio segue sendo paga integralmente, sem descontos, e que o benefício será implantado assim que concluídos os ajustes necessários. Beneficiários que teriam direito ao acréscimo estão, segundo o órgão, cumprindo jornada reduzida para evitar prejuízos enquanto a medida não é aplicada.







