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Bernal enrolou e agora acelera para deixar 'a casa em dia' durante a campanha, acusa vereador

João Rocha afirma que o prefeito resolveu fazer os serviços em período eleitoral e caso foi denunciado ao MPE

6 SET 2016
Dany Nascimento
19h00min
Foto: Dany Nascimento

O presidente da Câmara Municipal, vereador João Rocha (PSDB) afirmou que o procedimento preparatório eleitoral, que foi publicado no diário oficial do MPE (Ministério Público Estadual) para investigar eventual prática de abuso de poder político e econômico do prefeito Alcides Bernal (PP), surgiu através de um ofício encaminhado pela casa de leis.

De acordo com João Rocha, os vereadores deixaram de realizar a Câmara Comunitária, com objetivo de evitar qualquer tipo de privilégio aos candidatos a reeleição, o que não vem sendo feito pelo prefeito da Capital. Para o parlamentar, Alcides Bernal estaria infringindo a lei, já que utiliza sua equipe de governo para fazer a distribuição de panfletos e jornais durante campanha eleitoral.

"É nossa área de competência, tanto da casa como do Executivo, evitar qualquer tipo de situação que venha trazer privilégio para qualquer um dos segmentos, tanto que deixamos de realizar Câmara Comunitária porque entendemos que de certa forma teríamos certa vantagem por estar em contato com as pessoas. Denunciamos a distribuição de panfletos e jornais de propriedade da sua própria equipe de governo, situações extremamente graves", explica o presidente.

Conforme o vereador, a Câmara estranha o fato do pepista realizar, de última hora, serviços considerados essenciais pelos bairros de Campo Grande. "Podemos ver o que esta acontecendo agora, de última hora ele está fazendo pinturas de rua, patrolamento, trocando lâmpadas com projeto por lâmpadas de led, trazendo empresas de outros estados. Isso nos causa estranheza. Ele teve longo período para tomar essas providências, que estão sendo tomadas agora em período eleitoral. Então eu defendo isso e qualquer situação que venha a infringir a legislação e ficar caracterizado o uso da máquina, abuso do poder, não é competência julgar, mas sim denunciar".

O parlamentar garante que, ao conceder entrevistas para meios de comunicação, faz questão de se identificar como candidato e não como vereador, levando em consideração a prática da paridade. "Podem olhar a minha fala na televisão, não falo vereador, temos que ter a prática da paridade. O que estamos questionando é porque não fez antes, só eu fiz 1,7 mil indicações que não foram atendidas durante um ano. Se você faz manutenção de sua casa, mantenha o mesmo ritmo, coincidentemente ele consegue fazer no período eleitoral".

Segundo Rocha, a atitude de Bernal de deixar para depois gera um investimento maior de recursos. "Porque deixou deteriorar, então tinha dinheiro. É estranho, exatamente agora dar celeridade, começar a atender aquilo que é direito do cidadão receber como rotina, os serviços públicos. Não está errado fazer, o que nos causa estranheza é o volume exacerbado no período eleitoral".

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