O presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou hoje (13), a Lei Padre Júlio Lancelotti que proíbe a aplicação da chamada arquitetura hostil em espaços públicos com o objetivo de afastar moradores de rua.
De acordo com o site Metrópoles, o texto, de relatoria do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), havia sido aprovado em novembro pela Câmara dos Deputados.
A justificativa para o veto seria de que a medida seria uma interferência no âmbito do planejamento e governança de prefeituras e governos, "ao buscar definir as características e condições a serem observadas para a instalação física de equipamentos e mobiliários urbanos, a fim de assegurar as condições gerais para o desenvolvimento da produção, do comércio e dos serviços".
Jair também argumentou que a expressão de técnicas construtivas "hostis" poderia gerar uma insegurança jurídica por se tratar de um conceito ainda em construção. "O veto presidencial preserva a liberdade de governança da política urbana", defendeu.
O texto aprovado pela Câmara proibia que prefeituras e governos usassem técnicas construtivas para impedir a ocupação de espaços públicos por pessoas em situação de rua.
As administrações também deveriam inserir nas administrações públicas diretrizes da política urbana para promoção de conforto, abrigo, descanso, bem-estar e acessibilidade na utilização dos espaços livres de uso público.







