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Pressão política influenciou voto de desembargador, diz oposição

Julgamento Bernal

27 DEZ 2013
Lucas Arruda
12h01min
Foto: Geovanni Gomes

O vereador Mário Cesar (PMDB), presidente da Câmara Municipal, afirmou hoje que a decisão do desembargador João Batista da Costa Marques, que concedeu duas liminares ontem suspendendo e encerrando o julgamento de cassação do prefeito Alcides Bernal, pode ter sido por pressão política, já que seu filho, Rubens Moraes da Costa Marques, tem cargo comissionado na Fundac (Fundação Municipal de Cultura).

No dia 18 de setembro deste ano saiu no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) que Moraes integraria a Comissão Gestora do FMIC (Fundo Municipal de Investimentos Culturais), por parte da prefeitura.

 

Segundo o presidente da Câmara, o desembargador não poderia ter se pronunciado sobre o julgamento, já que tendo um filho num cargo comissionado de uma secretaria da prefeitura, ele poderia favorecer um dos lados. "O desembargador deveria estar impossibilitado de se pronunciar porque seu filho faz parte de uma comissão na Fundac", ressaltou durante coletiva a imprensa.

Para o vereador Edil Albuquerque (PMDB), presidente da Comissão Processante, o prefeito ganha com essa situação."Está claro que o prefeito tem vantagem em relação a isso", emendou.

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