O governador tucano Reinaldo Azambuja já descumpriu mais um compromisso, o de abrir ainda no mês de janeiro as finanças do Governo do Estado para detalhar o suposto rombo nas contas deixado pelo ex-governador André Puccinelli. O secretário do Estado de Fazenda, Marcio Monteiro, afirmou que somente em março será divulgado o balanço final do levantamento iniciado neste mês.
"Fizemos um levantamento preliminar e agora nós temos até março para fazer o fechamento do balanço e fazer o encaminhamento para os órgãos de controle de contas internos e externos. Isso é uma obrigação e um dever que o Estado tem que fazer", comentou Monteiro.
Durante agendas públicas realizadas no início de janeiro, Reinaldo chegou a declarar que o suposto rombo chegaria a quase R$ 700 milhões. Porém, o governador recuou nas declarações e explicou que o desfalque seria em torno de R$ 166 milhões, valor que faltaria para concluir as obras que ficaram em abertas. Já na sexta-feira (30), o valor mudou novamente, desta vez para R$ 300 milhões.

Monteiro ainda comentou que o governador fez um pedido pessoal para que fosse aberto uma auditoria. "O governador nos pediu que a gente fizesse uma contraprova sobre isso para a gente poder apurar a realidade. Isso já foi articulado e os trabalhos serão divididos tanto na parte contábil quanto na parte financeira".
O prazo para que seja finalizado essa auditoria será de 10 dias e a empresa Auditoria Price foi contratada para levantar com mais precisão o suposto rombo deixado pelo ex-governador André Puccinelli.
Exoneração - Foi publicado, no Diário Oficial do Governo do Estado, a exoneração do atual secretário de Fazenda. Porém, a medida é considerada apenas estratégica já que Monteiro foi eleito deputado federal.
O deputado toma posse neste domingo (1º), em Brasília para depois pedir a licença do cargo para ser reconduzido a Secretaria de Fazenda. "Devo apenas cumprir os trâmites legais e depois do dia 4 de fevereiro eu retorno ao cargo e o meu suplente assume", comentou.

O primeiro suplente é o vereador Elizeu Dionízio (SD) que anunciou que deve assumir a vaga de Monteiro e deixar a Câmara Municipal de Campo Grande. O vereador vai abrir mão do cargo já que não pode acumular dois mandatos políticos.







