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Política

Processante pede arquivamento de investigação e Olarte deve sair ileso

12 novembro 2015 - 11h48Por Diana Christie e Rodson Willyams

Faltando pouco menos de uma hora para a sessão de julgamento que pode determinar a cassação definitiva do prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP), o clima é de tranquilidade na Câmara Municipal. Alegando insegurança jurídica, vereadores demonstram cautela e caminham para o arquivamento da investigação.

A vereadora Thaís Helena (PT) conta que teve acesso ao relatório da Comissão Processante e já planeja uma manobra para reverter a situação. Segundo ela, Paulo Siufi (PMDB) deliberou que a investigação perdeu o objeto uma vez que Olarte já está afastado da prefeitura e responde a processo na Justiça.

Uma das autoras do pedido de cassação, Luiza Ribeiro (PPS) considera que o afastamento pode ter comprometido a decisão dos vereadores, que ficam inseguros em decidir um assunto, que ainda está em andamento no Tribunal de Justiça. Antes contando votos, agora Luiza acredita que o resultado será 'imprevisível'.

Líder do ex-prefeito na Casa de Leis, Edil Albuquerque (PMDB) afirmou que vai acompanhar o relatório, mas defende que as denúncias de envolvimento com práticas de estelionato e agiotagem são referentes a crimes que teriam ocorrido antes de Olarte ser eleito, descaracterizando os motivos da investigação.

Presidente da Comissão Processante, o vereador João Rocha (PSDB) não prevê novidades, mas garante que o relatório é baseado em um trabalho minucioso, realizado dentro da legalidade. “Vocês não vão se surpreender porque não há nada de novo. Todo trabalho foi feito em cima de uma investigação técnica que terminou nesse relatório”.

Para evitar que o pedido de cassação seja abandonado, Thaís Helena revelou que vai tentar congelar os prazos da Comissão Processante. Assim, a votação marcada para a tarde de hoje (12) pode ser suspensa e retomada apenas em um possível retorno do progressista ao Poder Executivo.