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Política

02/06/2017 19:00

Presidente da OAB/MS é alvo de mais um manifesto por omissão; desta vez por não defender classe

Documento diz que ordem 'aceita por omissão' aquilo que foi publicado

Dois advogados de Mato Grosso do Sul protocolaram manifesto contra o presidente da OAB/MS, Mansour Karmouche, na tarde desta sexta-feira (2), e reclamam que o dirigente seria 'omisso' diante de publicações ofensivas a advogados em Campo Grande.  O texto é assinado por Dijalma Mazali e Lúcio Flavio Sunazokawa.

''A OAB tem obrigação regimental de nos defender, mas isso não aconteceu'', lamentou o advogado Dijalma Mazali.  Ele explica que Karmouche teria dado entrevistas a sites de notícias da cidade que ofenderam os profissionais, mas ao ter conhecimento do teor das matérias contendo  inverdades, segundo eles, nada fez para proteger seus membros.

No texto, Mazali e Sunazokawa  mostram a Mansour Karmouche  que os veículos para qual ele deu entrevista sequer deram voz aos advogados citados e além disso diz que  a ordem 'aceita por omissão' aquilo que foi publicado.

Os profissionais chegam a citar o artigo 69 do regimento interno da OAB/MS para mostrar  as atribuições do presidente, que até agora não observadas. O trecho diz que o dirigente ''...tem de velar pelo livre exercício da advocacia e pela dignidade e independência da Ordem e de seus membros...''

Os advogados esclareceram que não estão envolvidos em operações policiais, conforme trouxeram as publicações, e sim advogam para investigados, e que esse fato tem de ser respeitado, caso contrário haveria uma 'criminalização' do direito penal. Os dois advogados pedem que seja instaurado os procedimentos de desagravo público, conforme rege os artigos 18 e 19 do regulamento geral da OAB.

Rixa

O profissional explica que o 'pouco caso' do presidente com os advogados começou quando um grupo deles questionou a atual diretoria da Ordem sobre o motivo de ter votado a favor da abertura de processo de impeachment de Michel Temer no Conselho Federal da OAB e não ter feito o mesmo diante das denúncias envolvendo o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), também citado nas delações da JBS, acusado de cobrar propina em troca de incentivos fiscais para empresas do grupo , entre elas Friboi e Eldorado Brasil.

O manifesto do grupo de advogados contou com 101 assinaturas e foi intitulado de ''Manifesto em Defesa da Advocacia e da Liberdade''. O documento foi protocolado no dia 26 de maio na OAB/MS em Campo Grande, quatro dias após Mansour falar ao TopMidiaNews que não iria 'partidarizar' investigações contra políticos no Estado. O presidente justificou sua decisão ao dizer que no caso de Michel Temer há provas contundentes como malas de dinheiro e gravações, ao contrário da denúncia contra Azambuja.

Na matéria, que os advogados entenderam como ameaça aos profissionais, Karmouche disse que os advogados que cobram investigação contra o governador 'tem interesse no processo'' e que muitos deles estão envolvidos em operações como a Lama Asfáltica.

 

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