Informação importante nos atendimentos de emergência médica, nem todos os brasileiros sabem informar seu tipo sanguíneo e o fator Rh. Pensando nisso, projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa prevê que essas informações sejam incluídas nos documentos de identificação.
Para o autor da proposta, deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), a nova regra poderá “eliminar riscos desnecessários, agilizando o atendimento médico emergencial e por fim, salvando vidas, que é o bem mais precioso”.
Se aprovada, a lei vai orientar maternidades, unidades de saúde, hospitais e clínicas a declarar o tipo sanguíneo e fator Rh para o Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais em Mato Grosso do Sul.
Os documentos antigos não precisarão ser modificados, mas o objetivo é incluir a informação na Certidão de Nascimento, Carteira de Identidade, Carteira de Habilitação e Carteira de Identidade Funcional.
As despesas decorrentes da aplicação da proposta ocorrerão a partir de dotação orçamentária própria e a lei terá um ano de prazo para adequação.
Tipagem sanguínea
A tipagem sanguínea é usada para determinar o grupo sanguíneo de uma pessoa e que tipos de sangue ou derivados de sangue ela pode receber. O exame é realizado em todo o sangue doado para transfusões e em todas a pessoas que precisam de transfusões ou de derivados de sangue.
No Brasil, cerca de 45% da população possui sangue tipo O, 40% possui o tipo A, 11% o tipo B e 4% o AB. Quanto ao Rh, 84% recebe o fator positivo contra 16% negativo. As pessoas com sangue O são chamadas de doadores universais e AB de receptores universais, ou seja, podem receber transfusões de qualquer tipagem sanguínea.







