O PSB iniciou uma ofensiva para atrair aliados do governo federal que enfrentam impasses em seus partidos com a aproximação das eleições de 2026. Entre os principais alvos está a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), cujo nome é cogitado para disputar uma vaga ao Senado ou até o governo de São Paulo.
Segundo informações divulgados pela CNN, a legenda tem buscado nomes da equipe ministerial que podem ficar sem espaço em suas siglas de origem, sobretudo em partidos que ensaiam lançar candidatura própria à Presidência. No caso de Tebet, o PSB já teria feito convite formal e a possibilidade de transferência do domicílio eleitoral para São Paulo está em avaliação.
A movimentação ocorre em um cenário de incerteza dentro do MDB e de rearranjos no campo governista. O PSB também trabalha para manter Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto discute estratégias para os principais palanques estaduais, especialmente no maior colégio eleitoral do país.
Mudança para SP pode custar caro
Uma eventual candidatura por São Paulo pode ter impacto direto na base política de Simone Tebet em Mato Grosso do Sul, estado onde construiu sua carreira e foi eleita senadora. Nos bastidores, aliados avaliam que a mudança pode fortalecer adversários locais, como a base da senadora Tereza Cristina (PP) e do deputado federal Marcos Pollon (PL), que poderiam explorar o discurso de que a ministra teria priorizado o cenário nacional em detrimento de sua origem política.
Para mitigar esse desgaste, aliados defendem que Tebet utilize o peso institucional do Ministério do Planejamento para destravar obras estratégicas em Mato Grosso do Sul, como projetos ligados à Rota Bioceânica, além de investimentos em habitação e infraestrutura.
Nas redes sociais, a ministra tem adotado um discurso mais técnico e institucional, focado em temas econômicos e em políticas estruturantes do governo Lula, evitando o tom mais agressivo da polarização política. A estratégia, no entanto, não tem impedido ataques de grupos bolsonaristas no estado, que ainda relembram o rompimento de Tebet com o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 e o apoio ao petista no segundo turno.







