O PSD esteve forte e crescendo até que o seu presidente regional impusesse seu desejo de concorrer a cargo público fazendo o partido correr o risco de implodir eleitoralmente. Com as declarações de apoios de membros do partido a outras candidaturas que não a da coligação definida pela presidência regional, membros das comissões dos municípios de Antonio João, Eldorado, Naviraí e Mundo Novo, além dos que compunham a comissão provisória de Angélica, foram destituídos.
Todos optaram por apoiar a pré-candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT), contrariando a aliança firmada entre o presidente regional da legenda, Antonio João Hugo Rodrigues, que negociou o apoio do PSD ao pré-candidato Reinaldo Azambuja (PSDB), em troca da indicação de seu nome como pré-candidato ao Senado na chapa.
Também o vereador de Campo Grande, Ademar Vieira Junior (Coringa) expôs sua insatisfação e desistiu de sua pré-candidatura a deputado federal, pois desejava a indicação de seu nome ao cargo de vice-governador na aliança formada. “Estou em pré-campanha, caminhando e com apoio político de vereadores e secretários”, assegurou Antonio João.
Infidelidade
Também por infidelidade, o PSD pretende pedir o mandato do vereador Vanderlei Chagas de Naviraí, que fez declarações de apoio ao senador Delcídio. “Respeito a vontade dele, mas ele deveria ter respeitado o partido” afirmou o presidente regional da legenda.
A política brasileira é pródiga em políticos que não apresentam compromisso com a fidelidade partidária, afinal o que buscam e conseguem é uma legenda que lhes dê base para suas candidaturas e para as alianças oportunistas. No entanto, o que filiados de partidos nanicos têm reclamado é a decisão unilateral dos presidentes de legendas que negociam seus próprios nomes sem ouvirem o desejo da maioria dos filiados.
Os tucanos deram “carta branca” ao deputado federal e pré-candidato ao governo do Estado, Reinaldo Azambuja, para compor as alianças que possibilitem levar as eleições para o segundo turno. Dessa forma e aproveitando-se do peso do PSD nacional, que lhe confere preciosos minutos de propaganda partidária obrigatória, foi pré-estabelecida uma aliança que entregou o cargo de vice-governador ao presidente regional daquela sigla, empresário de comunicação Antônio João.
Ainda que não seja o desejo da maioria, a aliança vem sendo obedecida pelos membros do PSDB, ainda que acreditem que os minutos de propaganda conquistados, talvez não compensem a árdua tarefa de conquistar votos com um nome desconhecido do eleitor.







