Após quase fechar acordo que daria a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para o deputado estadual Junior Mochi, do PMDB, o PSDB, partido do governador eleito Reinaldo Azambuja, resolveu ir para a "guerra" e disputar o cargo. Ter o presidente da casa, para os tucanos, significaria uma série de benefícios, como poder comandar toda a pauta de votação dos deputados estaduais.
O presidente regional do PSDB, deputado federal eleito Marcio Monteiro, afirmou que o objetivo do partido seria lutar pela presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para garantir a governabilidade nos próximos anos. O PMDB possuiu maioria e pode ameaçar a gestão do governador eleito Reinaldo Azambuja. Pensando nisso, o partido estuda lançar uma candidatura própria para a presidência da Casa de Leis.
Para assumir o comando da mesa diretora, o candidato terá que obter 13 votos mais um dos 24 deputados. O peemedebista Junior Mochi segue na liderança e tem apoio total do atual presidente Jerson Domingos, do mesmo partido de Mochi.
Segundo Monteiro, o objetivo do partido seria para que os deputados eleitos se candidatassem para assumir a presidência da Casa de Leis. "Gostaríamos de fazer a orientação para que escolhessem a presidência, mas isso tudo será definido pelo cinco deputados que compõem a base, Zé Teixeira (DEM) e Flavio Kayatt, Onevan de Mattos, Angelo Guerreiro e Rinaldo Modesto todos do PSDB. Eles é que irão definir e indicar um nome entre eles.
Pelos bastidores informações dão conta que a aliança entre o PSDB e PMDB estaria estremecida por conta que o PMDB não abrir mão da presidência. Conforme o atual presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, informou que a disputa ocorre de maneira harmônica e negou que haja rivalidade. "O nome mais indicado na minha opinião é o do Junior Mochi e não vejo outro nome para assumir a presidência. Mas vejo uma harmonia muito grande até pela independência do parlamento em relação ao governador eleito. Essa competência é do parlamento e há uma relação harmoniosa entre os dois partidos", comentou.
A disputa não está apenas para a presidência, também está acirrada para o cargo de 1º secretário da Casa de Leis, que na escala é o segundo mais importante dentro da Assembleia. Cotado para assumir a vaga e fazendo composição com Junior Mochi está o deputado Paulo Correia (PR) que tem experiência por já ter exercido a função no passado. Porém, há informações que o PSDB pressiona para que o deputado Rinaldo Modesto assuma a vaga. Tradicionalmente o cargo é ocupado por quem possui mais mandato e Modesto, irmão da vice-governadora Rose Modesto seria do baixo clero.
Sobre isso Paulo Correia não quis tecer comentário, mas afirmou que acha legítimo a candidatura de outros parlamentares. "Todo deputado que queira prestar serviço nesta Casa pode se candidatar e acho legítimo que o Rinaldo tenha essa candidatura. Mas eu não abro mão e vou continuar a minha campanha para ser primeiro secretário", rebateu.
Deixando a Assembleia, Londres Machado, do PR, informou que teve uma reunião com Reinaldo Azambuja e lá foi informado para o governador eleito a candidatura de Correia. "Nós comentamos que o Paulo seria candidato para a presidência ou para o 1º secretário, mas ele não disse não e nem sim. Nós não vamos ficar no governo, mas vamos liberar os nossos deputados para que escolham e tomem a melhor decisão", comentou.
Ao ser questionado sobre a indicação de Rinaldo, Marcio Monteiro informou a reportagem que não existe nenhuma conversa sobre esse assunto. "Não tem nada sobre esse assunto, os deputados da base que foram eleitos e quem devem decidir", finalizou.







