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Política

Puccinelli deixa Gaeco, fala que 'abriu as contas' e critica Olarte

11 setembro 2015 - 12h35Por Dany Nascimento e Rodson Willyams

Após prestar depoimento de quase quatro horas na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), deixou o local criticando a gestão do prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP por liminar). Ele ainda afirmou que abriu o sigilo bancário.

Ao falar do afastamento de Olarte da prefeitura, André garantiu que tinha esperança de que ele faria uma boa gestão, mas se enganou. "Esperássemos que  fosse melhor, mas ele foi pior". Mesmo assim, ele disse que nada tem a ver com a queda de Alcides Bernal, em março de 2014.

Questionado sobre uma possível compra de votos idealizada por Gilmar Olarte na cassação de Alcides Bernal (PP) em 2014, o ex-governador foi curto e grosso e disse que a pergunta deve ser feita para quem "vendeu e comprou os votos".

Puccinelli disse que foi orientado pelo coordenador do Gaeco, promotor Marcos Alex Vera a não falar sobre o assunto abordado no depoimento, mas deixou claro que ao entrar na sede, assinou um termo na condição de testemunha.

"Coloquei  a disposição do promotor a abertura de sigilo fiscal bancário, declaração do produtor e imposto de renda desde o ano de 1997", finalizou o peemedebista.

André é apontado como um dos principais beneficiários do esquema de corrupção que fraudava licitações de obras públicas revelado pela Operação Lama Asfáltica, deflagrada no último 9 de julho. Segundo as investigações, Ao lado do ex-secretário estadual de obras, Edson Giroto, e do ex-secretário-adjunto de fazenda, André Cance, ele teria recebido propinas e vantagens pessoais para a contratação de empresas ligadas ao empresário João Krampe Amorim.