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Política

09/05/2014 15:00

Puccinelli não permitirá que indígenas sejam enganados em MS

Demarcação de Terras

Durante a Conferência Sobre o Processo de Demarcação de Terras Indígenas sobre a PEC 2015/00, o governador André Puccinelli (PMDB) declarou que a união precisa agilizar o processo demarcatório em Mato Grosso do Sul.  E reafirmou que enquanto for governador não vai deixar que os indígenas sejam enganados no Estado.


Para Puccinelli, o órgão estaria atrapalhando o processo demarcatório e lembrou sobre a região de Cachoeirinha. "Levei dois anos para descompatibilizar, todos queriam índios e brancos, depois de tudo acertado onde se daria mais de 33 mil hectares e não era só terras, mas programas para que os indígenas pudessem se sustentar e não dependessem da Funai, que é ineficiente e inoperante. Depois tudo isso, os indígenas vieram dizer que queriam a Funai", comentou.


Assim como o governador, os produtores rurais também compartilham da mesma opinião conforme explica o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Eduardo Corrêa Riedel. "A Funai fica criando uma série de decretos para provar que as terras são indígenas. Me parece que tem gente que não quer que o processo aconteça. Pelo menos é essa a impressão que nós temos", comentou.


De acordo com o Riedel, o Conselho Nacional de Justiça já deu parecer favorável para compra de terras sobre a questão da região do Buriti. "O que nós também sentimos é que essa questão também está emperrada no Executivo federal". Riedel explicou que vai aguardar a análise dos laudos encaminhados para o Ministério de Justiça sobre o valor das terras indígenas que deve sair até o final deste mês e isto poderá agilizar o processo no Estado.


Segundo o indígena Danilo de Oliveira, presidente da Associação Estadual dos Direitos das Comunidades Indígenas de Mato Grosso do Sul, afirmou que não defende a proposta da emenda constitucional porque ela tira a prerrogativa da Funai de cuidar das questões da demarcação de terras.


"A  nossa intenção é que a Funai continuasse  cuidando desta questão, mas com uma outra roupagem e que a questão do grupo de trabalho não fosse extirpadas. Que ela viesse com uma outra identidade e não da maneira como está sendo tratada", declarou.


Sobre a questão da Funai, Danilo afirma que o órgão defende a causa indígena de forma equivocada. "Ela conduz de forma errônea os interesses dos índios, ela não pode esquecer do outro lado como é o caso do produtor rural. Ela não dá condição ao produtor rural sobre o pagamento de terra indígena. E a Funai também não é honesta com os indígenas sobre a questão", explicou.


Durante a Conferência, nenhum membro ou representante da Funai e do Ministério Público Federal estavam presente, ambos são os principais órgãos responsáveis por auxiliar no processo de demarcação de terras. Ao finalizar o discurso, o governador ainda declarou que a união precisa disseminar a ideia de definir índios de brancos, mas que deve considerar a todos como legítimos cidadãos brasileiros.

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