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segunda, 26 de outubro de 2020
Política

Falta de acordo entre governo e professores de MS pode paralisar início do ano letivo

Imbróglio

04 dezembro 2013 - 07h00Por Ana Rita Chagas

O último ano de mandato do governador André Puccinelli (PMDB) pode enfrentar uma das maiores paralisações de professores dos últimos anos. Segundo o presidente da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli, se o governo não retomar as negociações e melhorar a proposta, o ano letivo de 2014 não vai começar.  

Os professores querem definir a implantação do piso de 20 horas para o magistério da Rede Estadual de Ensino. “Nós  já temos um indicativo de greve para ser deliberado a partir do dia 4 de fevereiro de 2014, e será por tempo indeterminado no Estado. No próximo dia 11 nós vamos começar a construir a proposta de mobilização, e colocar a campanha para  sociedade “, assegura Botareli.

De acordo com o presidente da FETEMS, durante a reunião ocorrida na última segunda-feira (2), o governador André Puccinelli apresentou uma proposta de oito anos para elevar o piso de 20 horas solicitado pela categoria. “A nossa proposta é apresentar uma política salarial, a qual se possa receber o piso por 20 horas em três anos: 2014, 2015, 2016. Isso significa aumentar o valor do piso que recebemos hoje que é de R$ 1083, 25, para R$ 1567,00. A gente quer um escalonamento para daqui a três e não oito anos”, explica o presidente da Federação.

Reposição- Em resposta ao posicionamento de Puccinelli, os professores mobilizaram uma manifestação na manhã de ontem (3), na Governadoria e Assembleia Legislativa, que reuniu cerca de 400 professores. “75% das escolas paralisaram, mas a aula vai ser reposta no sábado, dia 7, porque nós temos compromisso com o aluno. O período letivo vai ser normal até o fim do ano”, acrescentou.

Agravante – Conforme Roberto Botareli há, no âmbito federal, uma proposta para alterar o artigo 5° da Lei do Piso Nacional do Magistério, em vigência desde 2008, que  prevê,  a forma de reajuste anual de acordo com o aumento do valor do custo aluno/ano definido pelo Fundeb ( Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação). “ Eles querem aprovar na Câmara Federal um reajuste pelo o INPC [Índice  Nacional de Preços ao Consumidor], que é a inflação e que chega a ser menor que o salário mínimo. Se isso acontecer será um retrocesso, e a educação pública no país vai parar e não só em Mato Grosso do Sul”, ressaltou.

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