Para os deputados estaduais, a queda na aprovação da presidente Dilma Rousseff (PT) reflete o momento econômico do país aliado a medidas impopulares para contenção da crise. O alto índice de rejeição do Governo Federal, que, segundo o Datafolha, chega a 75% na região Centro-Oeste, também estaria ligado ao perfil do eleitor desses estados.
Segundo o deputado Cabo Almi, a presidente já chegou a ter uma aceitação de mais de 60% da população, que avaliava a administração como boa ou ótima, mas o partido sofreu com diversos desgastes como o movimento das ruas de 2012, a avaliação negativa da Copa do Mundo, a morte do presidenciável Eduardo Campos, os escândalos da Petrobras e as críticas da mídia nacional.
“Estamos vivendo um momento difícil. Eu espero que o pacote fiscal e as reformas (políticas e tributárias) surtam efeito e volte a reinar a paz. Que o brasileiro volte a ter confiança e que tenhamos índices inflacionários suportáveis”, declarou.
Renato Câmara (PMDB) aponta o descrédito da população fomentado com as promessas de campanha não cumpridas e a aprovação de um pacote anticorrupção genérico, que não ataca as causas da corrupção. “Ela (Dilma) perdeu apoio da classe C, que foi a classe que mais a apoiou e agora está perdendo o poder de compra. Os avanços da última década estão em risco”.
Para o deputado Paulo Corrêa (PR), a presidente está com dificuldade para dialogar com os 39 ministros. Ele afirma ainda que faltou “habilidade administrativa e financeira” no lançamento de medidas econômicas que poderiam ser escalonadas para amenizar a dor no bolso do eleitor.
Oposição ao PT, Rinaldo Modesto (PSDB) recorda que o eleitor regional nunca elegeu um candidato petista na esfera federal. “O Mato Grosso do Sul tem essa tendência muito forte de nunca apoiar o PT e com os problemas acumulados nesses 12 anos, a tendência é potencializar a rejeição”, afirma.
Pesquisa Datafolha divulgada neste final de semana mostrou que 62% dos brasileiros classificam a gestão Dilma como ruim ou péssima. Maior índice de reprovação desde o ex-presidente Fernando Collor. Somente 13% dos 2.842 eleitores entrevistados avaliam sua gestão como boa ou ótima.
As taxas mais altas de rejeição estão nas regiões Centro-Oeste (75%) e Sudeste (66%) sendo que a região Norte é que tem a maior taxa de aprovação (21%).







