A reforma política em tramitação na Câmara Federal é considerada conservadora em excesso pelo senador Delcídio do Amaral (PT). Líder da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional, ele critica a ‘politicagem’ envolvendo as decisões dos parlamentares e a falta de efetividade das mudanças aprovadas.
“Reforma zero. Não mudou absolutamente nada. Foi um trem desarrumado. Não conseguiram coisíssima nenhuma. O financiamento de campanha continua privado, só amarram para o partido, não podendo mais ser para o candidato. O fim da reeleição para o Executivo, até as pedras de Brasília sabiam que ia acabar”, alfineta.
Segundo o senador, o Congresso Nacional deveria ter consultado a população antes de iniciar o processo de reforma política para conseguir propor mudanças que sejam convergentes com os anseios da população. Até o momento, a manutenção do mesmo sistema tem vigorado nas decisões do Congresso.
Para Delcídio, os avanços foram tímidos e o Senado deve analisar o que sobrou da proposta inicial para ser aproveitado. Na opinião dele, algumas mudanças podem ocorrer, mas nada substancial, sendo que a reforma política que o eleitor sonha não deve acontecer tão cedo, ao menos, não antes das próximas eleições.
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, os temas discutidos na Câmara Federal também trouxeram diversas divergências. O projeto que causou maior polêmica foi o que institui o sistema de voto conhecido como ‘distritão’, em que estados e o Distrito Federal são transformados em ‘distritos eleitorais’ e os candidatos eleitos são aqueles que conseguem o maior número de votos em cada distrito. Com diversos defensores, a proposta foi arquivada.
A emenda aglutinativa do deputado Celso Russomano (PRB-SP) que estabelece o financiamento de campanha de pessoas jurídica e física aos partidos políticos, mas limita à pessoa física a doação a candidatos a cargos eletivos também dividiu opiniões, tendo na bancada petista os maiores críticos, mas a aprovação da emenda recebeu 330 votos a favor, 141, contra e uma abstenção.
Com maior consenso, os parlamentares sul-mato-grossenses aprovam o Artigo 3º do relatório do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) que acaba com a reeleição para os cargos Executivos. No entanto, algumas divergências surgem sobre o limite de mandatos no Legislativo, apesar da questão não estar em análise no pacote da reforma política.







