Reinaldo Azambuja usou das redes sociais numa tentativa de dar um basta ao que pode vir a ser uma campanha de troca de acusações, o que impediria a discussão de ideias e projetos de governo. Respondendo à artigo publicado pelo pré-candidato peemedebista Nelsinho Trad, deixa clara sua posição de não pretender fazer uma campanha que “carregue o ranço das tradicionais disputas eleitorais”.
Mais do que uma reposta, Azambuja dá uma lição de democracia ao lembrar o autor do artigo que os políticos, em especial aqueles que comandaram o executivo ou estiveram no legislativo devem respeito à “escolha soberana do eleitor”. Afinal, como menciona com propriedade que “O ex-prefeito do PMDB desconsidera que, no pleito eleitoral de 2012, a população avaliou e julgou exatamente a sua administração. E a reprovou. Do contrário, se ela fosse um sucesso, certamente o eleitorado teria optado pela continuidade, escolhendo o candidato que apoiou para sucedê-lo”. E encerra de forma explícita: “Não foi o que aconteceu”.
Desrespeito
Parte da resposta, é um ensinamento sobre respeito à população que, com a prática democrática que tem experimentado desde o final da Ditadura, tem autonomia e capacidade de, por si, escolher seus governantes e buscar mudanças. Apoios e alianças, principalmente quando há segundo turno de eleições, são o reconhecimento dos derrotados à vontade soberana do povo e não forma de direcionar os eleitores ou apenas obter vantagens. É penoso para aqueles que vêm de uma linhagem política que se estabeleceu e manteve sob os benesses dos tempos de ditadura, mas deve ser aprendido até para a sobrevivência política.
Ensinamento
Não cabe mais na política de eleições livres, “escolhas feitas com base no mandonismo dos “caciques”, na velha tradição oligárquica dos currais”, como menciona Reinaldo, que pedagogicamente explica a relação entre o eleitor e aquele que se propõe a representar a sociedade: “o eleitor é sujeito de sua própria história. Cabe a nós, políticos, tentar conquistá-los com propostas, ideias, valores e princípios”.
“Temos por dever moral ouvir suas demandas de maneira aberta e discutir as melhores soluções para os problemas apresentados. Quem imagina que pode manipular a vontade das urnas com alguma “trama eleitoreira” tem a cabeça voltada para a velha política e ainda não compreendeu claramente a essência dos novos tempos que bate à nossa porta”, encerra seus ensinamentos aos que desconhecem respeito à população e ao jogo democrático.
Desmistificando
Assim, cai por terra as pretensões daqueles que tem menos a apresentar e mais a se explicar e defender. As ações, atitudes e trabalho demonstram pelos próprios fatos a capacidade de executar no futuro. Promessas não resistem sem que estejam embasadas em projetos bem elaborados e executáveis. Variam as prioridades e as maneiras de chegar ao resultado final, e isso “tem que” e deve se discutido.
Repete-se o que se vem pedindo e que a população tem demonstrado é se existem uma esperança neste embate democrático é o pensamento lógico de que Reinaldo Azambuja e Delcídio do Amaral farão debates e campanhas sem ataques mútuos, afinal, não fossem os impedimentos na disputa federal, estariam caminhando juntos. Pressupõem-se que façam campanhas em cima de ideias, programas e ideais.
Dessa forma, fica esvaziada qualquer estratégia de Nelson Trad Filho em partir para o denuncismo (que sempre é vazio) e ataques desmedidos. Terá que apresentar programas e projetos, e isso será seu complicador, pois terá que provar ser capaz de executar no estado, o que ficou devendo no município.







