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Política

Reinaldo critica União e garante reforço policial na fronteira

16 junho 2016 - 15h42Por Airton Raes e Diana Christie

Em cerimônia de entrega de emendas parlamentares, o governador Reinaldo Azambuja voltou a criticar a falta de investimentos do Governo Federal para o policiamento da região de fronteira e prometeu reforço policial para combater o clima de ‘guerra’ que se instaurou na região de Ponta Porã, na divisa com o Paraguai.

De acordo com ele, a União “abandonou nossas fronteiras” e o “Governo do Estado está fazendo tudo que é possível” para combater a criminalidade, tanto que a Polícia Militar deve realizar, até o fim do mês, a maior queima de drogas que Mato Grosso do Sul já presenciou. O governador ainda garante que reforçou a PM (Polícia Militar) na região.

O titular da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), José Carlos Barbosa, mais conhecido como Barbosinha, destacou que 50 homens da Força Nacional já foram enviados para o local e mais 32 da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

A ‘guerra’ foi instalada após a morte do empresário Jorge Rafaat Toumani, 56 anos, acusado de ser o maior narcotraficante do Paraguai. O crime ocorreu na rua Teniente Herreo, no centro de Pedro Juan Caballero (PY), quando ele foi atacado por armamentos antiaéreos pesados. Além dele, outras pessoas ficaram feridas. Uma das hipóteses mais cotadas é que o crime tenha ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). 

Caarapó Amambaí Peguá I

Em relação aos conflitos por terra, que vitimaram o agente de saúde indígena, Clodioudo Aguile Rodrigues dos Santos, de 20 anos, e deixaram, pelo menos, mais sete pessoas feridas durante confronto em Caarapó, Reinaldo voltou a destacar a responsabilidade da União, que ainda não finalizou o processo de demarcação das terras indígenas.

Assim como o ex-governador André Puccinelli (PMDB), o tucano ressalva que, apesar disso, pode intermediar os pagamentos através do Fundo Estadual para Aquisição de Terras Indígenas, criado a partir de um projeto de lei de autoria do ex-deputado estadual Laerte Tetila (PT).

Já Barbosinha disse que, enquanto o Governo Federal não agir, o conflito continuará seu ciclo com índios ‘invadindo’ as terras historicamente associadas à etnia e os fazendeiros ‘se defendendo’ das ocupações territoriais. Ele não mencionou, porém, repressão aos ataques à retomada indígena na Fazenda Ivu.

A propriedade rural ocupa parte da terra Amambaí Peguá I. O território foi a última terra indígena a ser publicada pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT), e ficou suspensa após a posse do governo interino. O ataque durante a manhã de terça-feira (15) levou cerca de 80 carros ao local, onde o Guarani-Kaiowá foi executado a tiros.