O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) desqualificou as informações apresentadas pelos aliados da administração de seu antecessor, André Puccinelli (PMDB), que contrapõem os dados da auditoria divulgada pela atual gestão no início do mês.
Questionado sobre o relacionamento entre o Governo e a bancada peemedebista na Assembleia Legislativa após o confronto de informações proposto pelo presidente regional do partido e presidente da Casa de Leis, Junior Mochi, Reinaldo afirmou que “esse é o chororô do André Puccinelli. Os dados estão lá, quem quiser olhar está à disposição”, encerrando a questão.
Conforme a auditoria, Puccinelli deixou um rombo de R$ 445,3 milhões nos cofres públicos. O ex-governador teria deixado R$ 192,3 milhões em obras não concluídas, uma dívida de R$ 143 milhões referente ao pagamento dos empréstimos consignados e a previdência dos servidores públicos estaduais, além de um ‘calote’ de R$ 110 milhões a fornecedores, como empresas prestadoras de serviços de manutenção e limpeza, contratos de publicidade e convênios de terceirizadas.
No entanto, Junior Mochi alega que o administrador peemedebista deixou nos cofres públicos cerca de R$ 571 milhões, valor superior aos R$ 301,7 milhões apontados na auditoria e que o pagamento dos empréstimos consignados e a previdência dos servidores públicos estaduais, não poderia ser contabilizada uma vez que, segundo ele, a Secretaria da Receita Federal estabelece a data-limite de pagamento até o dia 20 do mês subsequente ao pagamento dos funcionários.
Mochi contrapõs ainda que parte da arrecadação do Estado em que o fator gerador aconteceu em dezembro foi desconsiderada pelos tucanos, pois a auditoria se limitou a analisar até 31 de dezembro de 2014, mas esses recursos, chamados de “receitas de competência” só entram nos cofres públicos nas duas primeiras semanas de janeiro. “Não tenho os números exatos, mas tenho certeza que foi superior a R$ 250 milhões”, disse na ocasião.
Reinaldo participou hoje (17) da inauguração do prédio do Parque da Mata Segredo. Na ocasião, ele ainda defendeu a polêmica homenagem da Polícia Militar ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). (Leia mais aqui)







