O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) elabora uma minuta judicial para acompanhar os processos movidos por fornecedores e trabalhadores que receberam o calote das empresas Sinopec e Galvão Engenharia, responsáveis pela construção da UFN3, fábrica de fertilizantes nitrogenados localizada em Três Lagoas.
O Consórcio possui uma dívida de cerca de R$ 36 milhões e ainda não sinalizou o pagamento. No mês passado, o conselho administrativo da Petrobrás se comprometeu a retomar a obra que falta apenas 8% para ser concluída, mas se isentou da responsabilidade sobre os débitos deixados pelas duas empreiteiras.
"Eu vejo que nós temos que construir um encaminhamento jurídico através do Poder Judiciário, até porque não está tendo através do diálogo e os próprios comerciantes já concordam com isso. A procuradoria do Estado, o MPE (Ministério Público Estadual) e a associação comercial de Três lagoas já estão desenhando uma minuta para ingressar judicialmente e tentar reparar esse dano que foi feito", garantiu Reinaldo.
Durante a abertura do Encontro Estadual de Gestores Municipais de Políticas para Mulheres na manhã de hoje (02), o governador revelou ainda que a Petrobrás trabalha em um cronograma de obras que deve ser enviado ao Estado até o final do mês com os prazos para a conclusão do empreendimento.
Em paralelo, os deputados estaduais articulam uma visita coletiva à diretoria da estatal. Eles querem novas garantias de que a fábrica de fertilizantes será finalizada, pois o conselho administrativo da Petrobrás foi totalmente renovado logo após reunião do governador com diretores da empresa no mês passado.
A estimativa é que a fábrica tenha capacidade para produzir cerca de 1,2 milhão de toneladas de uréia e 761 mil toneladas de amônia por ano, dobrando a produção nacional. O investimento inicial estava previsto em R$ 3,567 bilhões.







