O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) evitou comentar as declarações de lideranças nacionais da sigla tucana que cogitam entrar com o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele argumenta que está preocupado em fazer um bom trabalho em Mato Grosso do Sul, mas cobrou a mudança de postura do Governo Federal.
“Acho que precisa olhar as questões dos indícios. Eu não tenho tratado desse assunto, estamos focados na gestão. Assinamos os termos de compromisso. Fizemos ontem a primeira reunião com toda a equipe avaliando as metas e o que o Governo vai cobrar é o cumprimento das metas, que é atender melhor a população, fazer chegar à população o que escrevemos no papel”, justificou.
O assunto veio à tona, pois o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, declarou ontem (17) que não descarta a possibilidade de entrar com o pedido de impeachment caso seja comprovado que a presidente teve participação nas chamadas “pedaladas fiscais”. Conforme relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), o Tesouro segurou repasses destinados a benefícios sociais de forma irregular.
Reinaldo se limitou a repetir as deliberações da reunião do (Codesul Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), realizada na quarta-feira (14), em que os representantes do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina se juntaram a Mato Grosso do Sul com uma série de reivindicações para o Governo Federal.
“A questão política no Brasil está conturbada e nós precisamos ter serenidade nessa hora. Acho que cada governo está preocupado, nós tivemos o encontro dos quatro governadores e é uma pauta comum. Temos receita a receber da União que não estão vindo, compromissos firmados com os estados. Nós temos leis que podem ser votados que impõem perda de receitas e nós não podemos conviver com isso”, pontuou.
Ao participar da inauguração do Parque da Mata Segredo na manhã de hoje (17), Reinaldo ainda voltou a defender a revisão do pacto federativo brasileiro. De acordo com ele, o Palácio do Planalto concentrou a arrecadação na esfera federal enquanto aumentou as responsabilidades dos estados e municípios.
“Acho que o pacto federativo no Brasil precisa ser revisto e cada ente federado ter sua responsabilidade. O problema hoje é que estão empurrando para os municípios e para os estados grandes responsabilidades, mas não repassa a contrapartida financeira. Isso tem dificultado os governos então o ajuste fiscal não pode apenas para atender a União”, concluiu.







