O governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PSB), criticou na manhã desta quinta-feira (16), a medida provisória do Palácio do Planalto que cria os fundos de compensação e de desenvolvimento regional para aprovação do projeto de lei que unifica o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dos estados.
Segundo ele, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ficou cerca de meia hora tentando convencê-lo dos benefícios da reforma tributária, mas sem grandes avanços.
"Só vamos concordar se conseguirmos ver a segurança de que remos ser ressarcidos das nossas perdas . Quando a lei Kandir foi criada, também fizeram um fundo de compensação que não compensa em nada. Se não tivermos essa garantia, vamos ser contra", afirmou o governador.
Na terça-feira (14), o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) também realizou críticas semelhantes. De acordo com ele, a proposta vai quebra o Estado, que ficará sem atrativos para empresas e indústrias que desejam investir na região.
Azambuja ressaltou ainda que não pode apoiar medidas que possam estrangular a pecuária em Mato Grosso do Sul, que tem mantido o equilíbrio financeiro do Brasil Central durante a crise econômica enfrentada pelo país. Além disso, ele ressalta que precisa rediscutir com o Governo Federal a dívida de Mato Grosso do Sul, que cresce exponencialmente, limitando a margem de investimentos do Estado.
Reinaldo inaugurou nesta manhã a Delegacia de Abigeato na Acrissul, no Parque de Exposições Laucídio Coelho. A delegacia é um posto avançado do do Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros), responsável pelo combate e investigações de roubo de gado no Estado. Além do governador participam da cerimônia diretores e associados da Acrissul, além de membros da segurança pública do Estado, lideranças políticas e rurais.







