A primeira entrevista de Reinaldo Azambuja, após ser eleito Governador de Mato Grosso do Sul, gerou otimismo entre seus eleitores e deu esperanças para a população de uma maneira geral. Foram positivas suas palavras que, se gerarem ação semelhante, trarão inegavelmente desenvolvimento para o estado.
Já sem a emoção da campanha, e diferente do que fez assim que foram divulgados os resultados, evitou apontar responsabilidades para o que sempre considerou erros de gestão. Fez o discurso já como governador. Pontuou todas ações que pretende tomar a partir de agora, dentro dos preceitos Republicanos que regem as regras democráticas.
De imediato, nomear a equipe de transição que terá a missão de preparar a máquina pública para a mudança de gestão estadual. A questão mais crucial neste momento, a readaptação do orçamento, acompanhará pessoalmente ainda que seja analisada e modificada por técnicos. Correto, como correto é também a sua preocupação no contato com os parlamentares eleitos ou reeleitos da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados.
O posicionamento do senador Delcídio do Amaral em relação às tratativas com os deputados estaduais e federais eleitos e que formavam sua aliança na campanha ao Governo do estado, e a disposição em continuar trabalhando em benefício de Mato Grosso do Sul é positiva e demonstra o amadurecimento democrático no estado, onde governos, e não partidos, administram.
O que terminou foi a campanha, os ataques cessam no palanque, existe um estado, composto por sua população, a ser administrado. Se houver verdades em todas as críticas feitas no palanque, o momento é de trabalhar para corrigir o que está errado, para que na próxima campanha o Mato Grosso do Sul tenha caminhado a passos largos para saná-los.
A presidente Dilma Rousseff continuará sendo ela mesma, com o mesmo partido, repetindo promessas como se não houvesse um fim para sua campanha. Não se deve esperar ou supor que haverá mudança proposta por um partido estanque. O PT governa para o PT.
Tanto assim que o presidente da legenda, Rui Falcão, já orienta prioridades para o governo que considera seu. O primeiro e fundamental passo, na sua visão, é o retorno imediato à Censura, que ele e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), chama de “regularização da mídia”. Falando como governo, e não como partido, Rui Falcão foi enfático em suas palavras durante coletiva na capital paulista: “Vamos continuar insistindo para a regulação da mídia; é uma das mais importantes ao lado da reforma política".
E o presidente do partido, não eleito para qualquer cargo executivo ou legislativo, mas impondo-se o status de mentor das diretrizes governamentais disse à jornalista Carla Araújo da Agência Estado, que a reforma política está "na ordem do dia" e que é preciso uma mobilização da sociedade para que ela aconteça. "Pelo Congresso é praticamente impossível", afirmou.
Dilma, ainda é Dilma, uma técnica que governa sob orientações de seu partido, o mesmo envolvido em escândalos, e que ela, no melhor estilo ditatorial, “mandará a Polícia Federal investigar sempre e também mandará a Justiça usar de todo o rigor no julgamento”. Sobre o que fará com o que lhe cabe, comandar o executivo, isso não diz claramente, até ouvir os seus.







