Mais rejeitado entre os pré-candidatos ao governo do estado do Mato Grosso do Sul, o ex-prefeito e ex-secretário de Estado do governo do PMDB, Nelson Trad Filho computa 39% de rejeição ao seu nome para as eleições de outubro. Esse índice é maior que o dobro da rejeição do pré-candidato petista Delcídio do Amaral (18%), três vezes maior que o do terceiro colocado nas intenções de voto, deputado federal tucano Reinaldo Azambuja (11%) e apenas 2% menor que a rejeição somada de todos os outros candidatos (41%)
Segundo a primeira pesquisa realizada pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) para o governo do Mato Grosso do Sul, divulgada na terça-feira (24), no cenário que avalia a rejeição aos atuais pré-candidatos, apresenta Nelson Trad Filho: 39%. Delcídio do Amaral tem 18% de rejeição, Reinaldo 11% e o Professor Monge 8%. Os pré-candidatos Luiz Pedro e Sidney Melo são os menos rejeitados pelo eleitor. Ambos aparecem na pesquisa com 7% de rejeição cada um. 20% dos eleitores não responderam a essa pergunta. A soma ultrapassa 100% em decorrência de alguns dos entrevistados rejeitarem mais de um nome.
Isolado
Isolado em seu próprio partido e sem conseguir amealhar o contingente de 17 partidos políticos que deram base à candidatura peemedebista de Edson Giroto, entre nanicos e outros de maior peso político e eleitoral, Nelsinho Trad insiste na candidatura tendo como apoio assegurado apenas os deputados Marquinhos Trad, estadual e, Fábio Trad, federal, além do sobrinho vereador Otávio Trad.
Até o momento, confirmaram aliança com o PMDB de Nelsinho Trad, os partidos PRTB, PEN, PTN, PSC, PRB, PHS e PPL. Exceto pelo PTdoB, cujo padrinho e mentor é o governador André Puccinelli que comumente se refere ao partido como “peemedebesinho”, apenas o PSB faria uma parceria com alguma expressão, caso se defina pela aliança em sua convenção. De qualquer forma, alguns dos nomes fortes da legenda pretendem declarar independência e seguir com as candidaturas Delcídio, em sua maioria, ou Reinaldo Azambuja.
Apoios e rejeições
Nelsinho se segura num improvável apoio ao candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, contrapondo o apoio declarado do partido à reeleição da presidente Dilma Rousseff, e ameaça usar do estatuto do partido para pedir a expulsão dos infiéis. Mesmo ai, enfrentando políticos de maior escopo como Jerson Domingos, dificilmente terá maioria.
Abandonado pelo presidente regional do PMDB, deputado Junior Mochi, que declarou que vai se dedicar à sua reeleição a partir da convenção; sem contar com o apoio efetivo do governador André Puccinelli, e utilizando de escritório de advocacia de Minas Gerais para retirar dos veículos de comunicação matérias que considera “propaganda eleitoral negativa antecipada”, quando as informações não contemplam positivamente sua candidatura, Nelsinho Trad, aparentemente, tem uma dura batalha para impor seu nome na convenção partidária agendada para o dia 29 de junho.
Votos Válidos
De acordo com a pesquisa FIEMS para governador de Mato Grosso do Sul o senador Delcídio do Amaral venceria o 1º turno se fosse contabilizados apenas os votos válidos, ou seja, excluídos brancos, nulos e indecisos, Delcídio teria 51%, dos quais 33% na Capital e 59% no interior do Estado. Nelson Trad Filho aparece em segundo lugar com 27%, dos 39% na Capital e 23% no interior. Em terceiro Reinaldo Azambuja com 19%, dos quais 23% na Capital e 17% no interior.
Pesquisa
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº TSE/BR 00178/2014 e no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) com o nº TRE/MS 00019/2014, a pesquisa Fiems/Ibrape ouviu, entre os dias 18 e 22 de junho deste ano, 1.860 pessoas distribuídas em oito regiões geográficas de Mato Grosso do Sul (Norte, Bolsão, Vale do Ivinhema, Grande Dourados, Conesul, Sudoeste, Pantanal e Campo Grande). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança de 95%.







