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Resultado das eleições em Campo Grande pode ser pá de cal em Coffee Break e Lama Asfáltica

Análise é feita por Eduardo Bottura, principal denunciante do suposto golpe e liderança cívica de MS

26 OUT 2016
Vinícius Squinelo
07h00min

O futuro das operações Coffee Break e Lama Asfáltica passa pelo resultado das eleições 2016. Pelo menos essa é a avaliação do engenheiro e ativista político Eduardo Bottura, conhecido por bater de frente com políticos tradicionais de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, as duas maiores operações policiais realizadas no Estado correm sérios riscos.

Questionado sobre as possibilidades das operações travarem, Bottura foi direto em sua análise (veja no vídeo abaixo). “Eu acho que sim (podem ser travadas), toda a militância, os jornais, os escritórios de advocacia, os interesses estarão mais fáceis de serem administrados com o segundo maior orçamento do Estado nas mãos”, avisou, em referência a quem ganhar o comando da prefeitura de Campo Grande.

Segundo ele, o grupo que comanda hoje a prefeitura usava de toda sua influência para as operações andarem. Porém, com a aliança entre Alcides Bernal (PP) e Marquinhos Trad (PSD), e a possibilidade do último ser eleito, tudo muda. “Sem interesse, essas operações podem parar, andar devagar, como tantas em Mato Grosso do Sul”, explica Bottura.

“A eleição da prefeitura, em um primeiro momento, tem um impacto pequeno, mas na hora que a família Trad voltar a eleger deputados federais com todo trânsito, como o Fábio Trad, com força política para serem recebidas em Brasília por quem tem trânsito, aí pode travar sim (a Lama Asfáltica)”, disparou Eduardo Bottura.

Tucanos
Perguntando sobre a outra chama, liderada por Rose Modesto (PSDB), Bottura não se furtou de comentar. “Eu vejo o Azambuja (Reinaldo, governador) como uma pessoa que tem força, tem o maior orçamento, mas ele vem de uma vida empresarial, é fazendeiro, tem patrimônio, não acho ele um todo louco como era o Puccinelli, de apostar tudo pelo poder, ele pensa no efeito patrimonial”.

“Não vejo ele com esse perfil de tocar o terror como era o Puccinelli. Por outro lado vejo nos Trad um clã que, com dinheiro, se infiltra em todos os poderes. Não acho que eleger a Rose vai mudar a força de Azambuja, não vai se transformar em um sistema mafiocrata. Não vejo isso no Azambuja e nem na Rose”, complementa Bottura.

Pá de cal
Especificamente sobre a Coffee Break, Bottura avalia a aliança entre Marquinhos e Bernal como o fim da operação. “É a vítima e o que faz parte do grupo autor juntos, como prosseguir com isso?”, questiona.
A aliança deles, segundo o ativista político, mostra como Marquinhos Trad faz a política ‘pura e simples, sem ideologia, visando ganhar a eleição’. “O Trad vem de uma família que é política desde que nasceu, um clã que domina a política há décadas”, comenta

 

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